Ceclin
dez 03, 2009 3 Comentários


Pesquisa mostra deficiência no ensino

Publicado em 03.12.2009

Estudo revela que mais de 50% dos brasileiros que cursaram até 4ª a série são alfabetizados em grau rudimentar e 10% são completamente analfabetos

SÃO PAULO – Mais da metade dos brasileiros de 15 a 64 anos que cursaram até a 4ª série do ensino fundamental são, no máximo, alfabetizados num grau rudimentar. Esse nível corresponde à capacidade de identificar textos curtos como anúncios, manusear dinheiro e usar uma fita métrica. Pelo menos 10% deles são completamente analfabetos.
A conclusão é do Indicador de Alfabetismo Funcional, que denomina um estudo realizado pelo Instituto Paulo Montenegro (ONG ligada ao Ibope) e Ação Educativa, divulgado ontem.

A pesquisa mostra também que, entre os que têm escolaridade da 5ª à 8ª série, apenas 15% podem ser considerados totalmente alfabetizados, índice que aumenta para até 68% no nível superior. Ou seja, mais de um terço dos brasileiros que cursam ou cursaram um curso universitário não são totalmente alfabetizados. Segundo o estudo, o índice esperado é de 100% já no nível médio.

Apurado desde 2001, o indicador calcula os níveis de analfabetismo funcional da população de zonas urbanas e rurais de todas as regiões do País, considerando o domínio das habilidades de leitura e escrita e matemática.

Um dos maiores avanços apontados no levantamento são a redução de 9% para 7% dos analfabetos absolutos entre 2007 e este ano. No grau rudimentar, a queda foi de seis pontos percentuais no mesmo período. A pesquisa indica também que a ampliação do acesso à educação traz impactos positivos ao indicador. Em 2009, um terço dos brasileiros de 15 a 34 anos podem ser considerados totalmente alfabetizados. Na faixa etária entre 50 e 64 anos, o índice é de 10%.

NOVOS PROFESSORES

As universidades públicas contarão com o reforço de 2.800 cargos de professores de carreira. A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e aprovou ontem, em caráter terminativo, a medida que prevê a reestruturação. O texto agora vai para sanção presidencial.

O projeto cria uma série de outros cargos de carreira, comissionados e de função de confiança no processo de reestruturação das universidades. Além dos cargos de magistério, serão contratados 5 mil profissionais para cargos técnico-administrativos em educação, 180 cargos de direção e 420 funções gratificadas.
(Jornal do Commercio).