Ceclin
abr 29, 2022 0 Comentário


Pesquisa aponta que 74,5% dos brasileiros jogam games eletrônicos

Os jogos existem há milênios, sendo utilizados como forma de diversão e interação social por humanos desde o seu surgimento. Com isso, não é surpresa que, com a evolução da civilização, os jogos também evoluíssem, chegando ao que temos hoje, os famosos games eletrônicos. E, de acordo com a nona edição do estudo anual sobre o mercado de jogos eletrônicos no País, a Pesquisa Game Brasil (PGB), aproximadamente 3 em cada 4 brasileiros jogam jogos eletrônicos. Este número mostra um crescimento de 2,5% se comparado com 2021 – ou seja, chegamos à marca histórica de 74,5% da população jogando em 2022.

Desse total impressionante de jogadores, 76,5% têm os games eletrônicos como forma principal de entretenimento. Este número encontrado pela PGB mostra que o setor vem crescendo continuamente. Isso porque, em 2020, ele estava em 57,1%, enquanto em 2021 subiu para 68%. Nesta nona edição, a alta foi de 8,5%.

Isso mostra o quanto a indústria está consolidada, o que também vem atraindo empresas de outros setores interessadas em surfar na crista da onda. Exemplos são bancos digitais como o Nubank e o Itaú, que criam conteúdos, produtos e serviços dedicados ao público gamer; plataformas de streaming de games como o Twitch e Youtube; e até mesmo casas de cassinos online seguros, que buscam aproveitar a quantidade de jogadores no Brasil para aumentar o seu número de usuários enquanto oferece opções de jogatina diversas, seguras, e que ainda trazem chances do jogador levar dinheiro para casa. Esses sites são um ambiente confiável, além de possuírem licenças em seu país de origem para garantir uma melhor experiência aos seus clientes.

Dados demográficos

Neste ano, a PGB foi realizada entre os dias 11 de fevereiro e 7 de março. Nela, foram entrevistadas 13.051 pessoas em 26 estados e no Distrito Federal.

Novamente, as mulheres apareceram como a maioria entre o público dos games eletrônicos, correspondendo a 51% da população que pratica esse hobby. No quesito faixa etária, a maioria dos gamers são pessoas de 20 a 24 anos, que pegam uma fatia de 25,5%. Contudo, é possível ver certo equilíbrio entre as faixas etárias, já que, logo em seguida, vêm adolescentes de 16 a 19 anos (17,7%), e pessoas de 25 a 29 anos (13,6%).

A respeito da classe social, a maioria dos jogadores disseram pertencer à classe média B2, C1 e C2 (62,7% no total). Em seguida, 13,5% do público se identificou como classe alta (A); 12,3% disse pertencer à classe média alta, ou B1; e 11,6% afirmou estar na base da pirâmide, classes D e E. Além disso, a maior parte dos entrevistados se identificaram pardos ou pretos (49,4%, somados), enquanto 46,6% das pessoas se declararam brancas.

Temas atuais: NFT, eSports, metaverso

O levantamento da Sioux Group e Go Gamers feito em parceria com Blend New Research e ESPM ainda discutiu alguns temas atuais, que são tendência entre players e entusiastas do setor. Por exemplo, se descobriu que 81,2% dos gamers brasileiros já conhecem os eSports – um crescimento impressionante de 32,8% em comparação à edição anterior.

Já os NFTs (tokens não fungíveis), que são um assunto bastante discutido em 2022, ainda se apresentam como uma novidade no setor. Mais da metade dos jogadores (50,8%) ainda não conhecem esses criptoativos – contudo, daqueles que já estão cientes do que são NFTs, 32,1% já possuem pelo menos um token.

O ‘metaverso’, conceito que ganhou popularidade após a troca do nome do Facebook para Meta, já é um pouco mais familiar aos gamers nacionais – 63,8% deles já entendem o conceito. Uma parte considerável dessas pessoas estão a favor de ações relacionadas ao metaverso, e quase 60% delas acreditam que eventos sociais dentro de jogos podem ser uma boa coisa.