Ceclin
out 05, 2009 0 Comentário


Pernambuco pode ter usina nuclear

A Eletronuclear deve instalar duas usinas nucleares em um município litorâneo de Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia, até 2014. A informação foi transmitida na noite do último sábado pelo representante da Eletronuclear no Nordeste, Carlos Mariz, no encerramento do 2º Congresso do Direito da Energia (2º Energycon), realizado no Recife Palace Hotel. A preferência por uma cidade litorânea se deve à necessidade de água em grande quantidade, para resfriamento do sistema.

De acordo com Carlos Mariz, os estudos técnicos que vão fundamentar a escolha dos locais para instalação das duas usinas nucleares no Nordeste estão bem adiantados, mas ainda há o critério político-econômico que deve pesar na escolha final. “Já temos vinte localidades pré-selecionadas dentro de 76 pré-requisitos técnicos bem específicos”, adiantou.
Na avaliação do presidente da Indústrias Nucleares Brasileiras (INB), Alfredo Tranjan Filho, que veio ao Recife participar do 2º Energycon, “o Brasil precisa expandir sua capacidade de geração de energia nuclear, porque nossa geração de energia hidrelétrica está no limite”. Ainda segundo ele, apenas três países no mundo têm grandes reservas de urânio e, ao mesmo tempo, dominam a tecnologia nuclear: Brasil, Estados Unidos e Rússia.
“Nosso país tem a sexta maior reserva de urânio do mundo, com estimativa de 309 mil toneladas, só ficando atrás do Cazaquistão, Austrália, Canadá, África do Sul e Estados Unidos. E esta reserva nacional torna o Brasil autossuficiente, com capacidade para abastecer dez usinas nucleares durante sessenta anos”, observou.
Tanto Tranjan Filho quanto Carlos Mariz reconhecem que a energia nuclear “é um pouco mais cara que a gerada pelas usinas hidrelétricas”. Enquanto 1 megawatt produzido pela hidrelétrica custa cerca de R$ 120,00, o preço de 1 megawatt nuclear varia de R$ 130,00 a R$ 145,00. “Entretanto, em relação a outras fontes de energia, a nuclear polui cem vezes menos que o gás natural e mil vezes menos que o carvão”, observa o presidente da INB.

(Folha de Pernambuco).

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