Ceclin
jul 08, 2010 2 Comentários


Pernambuco e Alagoas pedem recursos para reconstrução pós-chuvas

Do JC Online
Após uma reunião a portas fechadas com uma comitiva do governo alagoano, Eduardo Campos anunciou na manhã desta quinta-feira (8), no Palácio do Campo das Princesas, a intenção de uma proposta comum dos dois Estados para solicitar liberação de recursos junto ao Governo Federal para os trabalhos de reconstrução das cidades atingidas pelas chuvas no mês de junho.

A ideia de uma ação conjunta visa restringir a burocracia para que os municípios recebam com celeridade investimentos para reconstrução das casas destruídas (através do programa Minha Casa, Minha Vida), liberação de crédito para o reestabelicimento das economias locais, reconstrução da infra-estrutura pública entre prédios, pontes, estradas, escolas, etc., além de um mapeamento estratégico para os limites de construção em áreas ribeirinhas.

O governador pernambucando ressaltou a urgência das ações que a atuação em conjuto deve auxiliar. “Tivemos notícias de situações como Blumenau (SC) que levou até 18 meses para receber ajuda, nós não podemos esperar esse tempo”, afirma.

As casas, prioridade da parceria, seriam feitas, segundo a proposta entre 6 e 8 meses. Os governos se comprometeram a assumir as parcelas de financiamento que seriam pagas pela população que teve as casas completamente destruídas. Alagoas estima necessidade de construção de pelo menos 18 mil residências e, em Pernambuco, o número ultrapassa 14 mil.

“Nosso propósito é restituir com presteza e celeridade a normalidade dessas cidades”, comentou o governador de Alagoas, Teotônio Vilela Filho, que está na cidade acompanhado de cinco secretários e do procurador-geral alagoano Mário Jorge Uchôa.

Ambos estados pleiteiam ainda velocidade nas linhas créditos. Já houve a aprovação da Medida Provisória dedicada à região, mas os bancos ainda não começaram a operar. A solicitação é que o texto da MP seja alterado e as garantias de empréstimo fiquem por conta de aval ou do tesouro, acelerando o processo.

A colaboração ainda pretende criar ferramentas de prevenção para que o projeto não se resuma apenas a combater os estragos. “É importante pensar o futuro, onde não poderá ser construído casas, quais são os projetos de engenharia para a contenção de barragens, entre outros aspectos”, explicou Eduardo Campos.

Equipes de Pernambuco e Alagoas estarão reunidas na tarde desta quinta-feira até que se conclua um documento a ser enviado para o Governo Federal na próxima semana. O montante de recursos estimados a ser solicitado não foi informado.