• Ceclin
mar 06, 2018 0 Comentário


Pedro Ferrer será nome para Prêmio de reconhecimento dos valores culturais da Vitória de Santo Antão

Pedro Ferrer - IHGV 65 anos - A Voz da Vitória

Próximo dia 16 de março, às 20h, no anfiteatro Silogeu Professor José Aragão haverá lançamento do 1º Prêmio Pedro Ferrer de Cultura da Vitória de Santo Antão, na Mata Sul pernambucana. Este prêmio busca reconhecer os trabalhos individuais e ou coletivos, para assim valorizar pessoas e/ou grupos que se destacaram na sua área de atuação. Será concedido troféus para as seguintes categorias: personalidade carnavalesca, agremiação carnavalesca, escritor, educador, instituição de ensino, instituição filantrópica, companhia de teatro, artista plástico, mestre da cultura popular, personalidade, músico e ator.

O Prêmio Pedro Ferrer de Cultura está sendo proposto no intuito de reconhecer as ações promovidas pelos grupos, artistas e associações, em prol da preservação da História e da Cultura da Terra das Tabocas.

“Este prêmio segue com o sentimento de que há uma necessidade em criar mecanismos como este para garantir e assegurar que os esforços em prol da cultura sejam devidamente reconhecidos no Município. Disso poderá resultar a melhoria dos indicadores de qualidade e desenvolvimento na nossa cidade e consequentemente para o nosso Estado, através da sensibilização e mobilização da sociedade ao reconhecer a nobre missão de trabalhar com arte”, assinalou Hiram Gomes, vice-presidente do Instituto Histórico.

No final da solenidade será servido um coquetel aos homenageados e convidados nas dependências do Instituto.

PERFIL

O Biólogo Pedro Humberto Ferrer de Moraes, já presidiu o Conselho Federal de Biologia (CFbio) e atualmente preside o Instituto Histórico e Geográfico da Vitória de Santo Antão. Um dos filhos do fundador do empreendimento PITU (Nô e Áurea Férrer), Pedro Humberto é um dos fundadores da FAINTVISA; já exerceu o cargo de Diretor de Cultura da Prefeitura de Vitória em 2009. Ele é autor do livro “Sim, sim… não, não…”, que trata da biografia do seu irmão falecido, José Augusto Ferrer de Moraes, ex-prefeito do Município.

Como titular da Academia Vitoriense de Letras Artes e Ciência lançou em 2010 mais um livro: “A República da Cachaça Vitória de Santo Antão”, que faz um apanhado histórico da época dos Engenhos na Zona da Mata pernambucana, procurando retratar o grande polo que se tornou Vitória como produtora e distribuidora da cachaça para todo o País. No esforço em garantir a memória histórica da Terra das Tabocas e reafirmando seu compromisso com a terra que ama, foi incumbido pelo nobre João Álvares a tarefa de organizar o Livro “A história da Vitória de Santo Antão (1983-2010)”, obra lançada em 2011, permitindo continuar a trilogia elaborada pelo inestimado Professor José Aragão.

Doravante, em 2012, o livro “Vi nascer” – que aborda a fundação da Escola de Formação de Professores da Vitória de Santo Antão. Já em 2013, faz a defesa acadêmica a memória do escritor jornalista Júlio Siqueira, patrono de Ferrer na Academia Vitoriense de Letras onde ocupava a cadeira nove. Por sua vez, em 2016, lança o livro “Pedro Ribeiro, um capítulo na História de Pernambuco”, que resgata a história do bravo Capitão-mor Pedro Ribeiro, personalidade vitoriense que teve participação destacada na Guerra dos Mascates, em 1710. Ribeiro esteve no movimento que buscava a liberdade de Pernambuco.

Aos 75 anos, Ferrer, figura sincera, assim como foi o seu irmão Zé Augusto, representa a certeza do sentimento nativista pela tricentenária Vitória de Santo Antão que detém nele um de seus ícones.