Ceclin
maio 20, 2014 0 Comentário


Pedro Ferrer, Presidente do Instituto Histórico, elogia recital em homenagem ao Poeta Dilson Lira

(Dilson Lira)

Academia Vitoriense de Letras, por Pedro Ferrer

À noite de 16 de maio, sexta feira passada, participei como ouvinte e como acadêmico do recital “Dilson Lira”. Em boa hora, a presidente, professora Lúcia Martins, organizou, com o apoio da professora Fátima dos Santos, secretária da entidade, um recital em homenagem ao “Poeta Dilson Lira”. Foi um sucesso e para tanto sucesso contou com a participação de um grupo de jovens vitorienses que nutrem um prazer especial pelas artes. São os Rafaels, Rildos, Pedros, Paulos, Kellers e mais, mais e mais. Foi gratificante vê-los recitar poemas do “O Poeta” com espontaneidade e improviso. Improviso que ornou e encantou todos os presentes.

Impulsionado pela emoção e pelo entusiasmo alguém propôs, outros realizar. Concordo, mas com parcimônia. Um em cada semestre e com um detalhe, que sejam autores vitorienses. Temos uma grande plêiade. Entre vivos e mortos: + Henrique de Holanda, + Teixeira de Albuquerque, + Albertina Lagos, + Nestor de Holanda, Gustavo Ferrer, + Célio Meira, Luciene Freitas, Lúcia Martins, + Raul Ferreira (repentista), Rafael Oliveira, + Ivanete Rego Barros, Severino Dionísio, José Galdino, + Júlio Siqueira, Stephem Beltrão, + Martha de Holanda. Um pouco e levantarei outros nomes.

(Pedro Ferrer)

Mas tem um ponto que gostaria de tocar. Não é verrina, mas talvez esteja metendo o dedo na ferida. Afinal, a Academia saiu do seu nicho escolar. Atravessou a adolescência e entrou na maioridade. Esse foi o fruto mais importante, salutar e gratificante do recital. Sempre fui contra as homenagens, diga-se que bem intencionadas, ao dia das mães, ao dia dos pais, da criança e dia internacional da mulher. Sempre achei e repetia nas reuniões ordinárias que a Academia devia se libertar daquela postura de grêmio escolar, de festas de secundaristas. Os conflitos e discordâncias são agentes indispensáveis de mudança e crescimento.

Recentemente, tomando conhecimento da programação em homenagem às mães, cobramos da presidente essa mudança de rumo e ela atendeu nosso apelo e não concretizou a homenagem que teria lugar no dia 11 de maio. Preencheu o espaço com esse magnífico recital. A Academia está se adequando ao seu objetivo maior.

Grande foi minha emoção. Nossos antepassados, que elevaram Vitória de Santo Antão ao pícaro de Atenas, rejubilaram-se e aplaudiram a iniciativa. Que venham outras promoções, de boa qualidade como essa, que fomos privilegiados em assistir. Presidente Lúcia Martins, secretária Fátima Santos, nossos parabéns. Não tenho outras palavras.

Por Pedro Ferrer.

(Foto: Divulgação. Ilustração: A Voz da Vitória).