Ceclin
maio 03, 2018 0 Comentário


Peças de escultor vitoriense se destacam durante exposição em Niterói-RJ

O Sanfoneiro, Busto de Vaqueiro e o Prazer da Leitura foram confeccionadas por Fernandes. Foto: Divulgação

O Sanfoneiro, Busto de Vaqueiro e o Prazer da Leitura foram confeccionadas por Fernandes. Foto: Divulgação

por Lissandro Nascimento

No período de cinco meses, encerrado no final do último mês de abril, o Museu Janete Costa de Arte Popular fez uma homenagem a sua patrona com a exposição “Caminhando com Janete”. A mostra, instalada em Boa Viagem, Niterói (RJ), fez uma releitura do trabalho “Viva o Povo Brasileiro”, exposto com sucesso durante a Eco 92. O escultor, artesão e mestre Fernandes Rodrigues de Oliveira, de Vitória de Santo Antão, na Zona da Mata pernambucana, foi convidado para expor três de suas peças.

“Caminhando com Janete” reuniu 248 obras de 115 artistas populares de todo o País. A exposição reverenciou ainda o Estado de Pernambuco e seus 25 mestres da arte popular, que tiveram uma área exclusiva para expor e vender suas peças. A iniciativa prestou uma homenagem a Pernambuco, terra natal na homenageada, que nasceu em Garanhuns, cidade do Agreste. A Mostra fez uma caminhada pela arquitetura do local, com suas feiras, interiores, seus artistas, festas, poetas e cantadores. Tudo que despertava o olhar atento para o belo, no decorrer da formação da grande arquiteta Janete Costa.

Janete CostaFernandes Rodrigues enviou para a exposição carioca as seguintes obras: O Sanfoneiro, Busto de Vaqueiro e o Prazer da Leitura. Duas destas peças foram vendidas na Mostra em Niterói. “Foi uma honra ter participado com minhas criações desta homenagem a arquiteta pernambucana, atestando mais uma vez a receptividade do público à plural e rica arte do nosso Estado”, salientou Fernandes.

PERFIL – Niteroiense por adoção, nasceu em Garanhuns (PE). Janete Costa empresta seu nome ao museu localizado no bairro da Boa Viagem e escolheu Niterói (RJ) para viver. A arquiteta dedicou sua longa caminhada a valorizar a arte popular brasileira. O trabalho da arquiteta ganhou notoriedade nacional em 1992, no MAM – Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro.