Ceclin
mar 14, 2017 0 Comentário


PE: Cresce o número de casos de infecção que atinge animais e humanos

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Uma doença causada pelo fungo Sporothrix schenckii começou a se alastrar pelo Brasil: a esporotricose provoca ferimentos extensos e atinge gatos, cachorros e humanos. De acordo com a Secretaria de Saúde de Pernambuco, em 2016, 45 casos foram confirmados em animais e outros 5 em pessoas. Os números deste ano, no Estado, ainda estão sendo contabilizados, mas já se sabe que o problema continua crescendo.

A enfermidade é grave e requer acompanhamento médico e veterinário o quanto antes. Os gatos estão mais sensíveis ao problema pelo hábito de arranhar o chão, árvores, madeiras e plantas, locais onde o fungo é encontrado com mais facilidade. A veterinária Ana Carolina Leite, que tem uma clínica no bairro de San Martin, Zona Oeste do Recife, revela que em média de dois animais com a doença são levados ao local toda semana. Ela afirma que alguns proprietários acabam optando por abandonar o bicho de estimação, o que é um erro. “Deixar o gato doente na rua só vai espalhar a esporotricose. Ele terá contato com outros animais e a contaminação tomará grande proporções”, afirmou.

Os humanos podem contrair o fungo caso sofram arranhões ou mordidas. Vale destacar que também é possível se contaminar sofrendo ferimentos em espinhos de plantas e madeiras. Por isso, se torna fundamental o uso de luvas durante os cuidados com o jardim e ao manusear o animal com o fungo.

Nas pessoas, manchas vermelhas representam o início da manifestação. O primeiro sintoma é uma bolhinha pequena que vai aumentando ao longo de alguns dias. A dica para evitar complicações é procurar logo um dermatologista. A doença tem cura, mas é grave. Em alguns ocasiões, pode atingir ossos, articulações e alguns órgãos.

 Atendimento

No Hospital das Clínicas, na Cidade Universitária, um ambulatório foi criado para receber casos suspeitos. Pacientes devem ser encaminhados por qualquer médico. Quem tiver dúvidas pode entrar em contato pelo telefone (81 2126-3527 e 81 2126-3528).

O tratamento é feito com antifúngico e pode durar de quatro a seis meses nos humanos e é oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Já para os animais, os cuidados duram até nove meses e o medicamento não é disponibilizado de graça. O custo mensal dos remédios, é de aproximadamente R$ 60.

TV/Jornal