Ceclin
Maio 27, 2010 3 Comentários


Partos no Hospital João Murilo é motivo de protestos

da Coluna Mais Saúde
do Jornal do Commercio.

Falhas na atenção às grávidas
Publicado em 27.05.2010

O Dia de Enfrentamento à Mortalidade Materna, amanhã, requer protestos. E não é por menos.

Em Vitória de Santo Antão, às 14h, o movimento de mulheres faz passeata saindo da Câmara de Vereadores rumo ao Centro, denunciando pouca atenção ao parto no Hospital Regional João Murilo (do Estado) e excesso de cesarianas em clínicas particulares conveniadas ao SUS.
São dez mil partos por ano em Vitória, mais do que em Caruaru, conforme o Comitê de Estudos da Mortalidade Materna.
No Recife, que tem conseguido reduzir índices de morte de gestantes e mulheres após o parto, a carência de médicos na atenção básica pode fazer o sucesso entrar pelo ralo.
Trabalhadores denunciam que há regiões na Zona Sul onde 25% das equipes do PSF estão sem médico. Na Zona Norte, tem grávida entrando no quarto mês sem conseguir a primeira consulta de pré-natal.

Na Maternidade Barros Lima, em Casa Amarela, o Sindicato dos Médicos denuncia: plantões que deveriam ter cinco obstetras, trabalham com dois.

É hora de os reguladores do SUS (Estado, prefeituras, Ministério da Saúde) e o controle social (Ministério Público, Tribunal de Contas e Conselhos de Saúde) definirem medidas para conter o retrocesso.

» COMO EU PENSO

Fiquei impressionada com a situação em Vitória. Numa tarde, um só médico chegou a fazer 21 cesarianas e muitas laqueaduras.

No Estado todo, falta prioridade à atenção básica, prejudicando o pré-natal e o parto na rede pública”, Paula Viana, coordenadora da ONG Curumim.