Ceclin
set 17, 2020 0 Comentário


Parceiras do Hub Educat da UFPE, Feira Nova e Glória do Goitá comemoram bons resultados no Ideb

Nos dois municípios, as notas cresceram e servem de estímulo para professores, gestores, profissionais das redes e estudantes

Parceiras de longa data do Hub Educat, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), as equipes das Secretarias de Educação de Feira Nova e Glória de Goitá, ambas cidades da Mata Norte, acompanharam com expectativa a divulgação dos resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep)/Ministério da Educação, ocorrida esta semana. Nos dois municípios, as notas cresceram e servem de estímulo para professores, gestores, profissionais das redes e estudantes.

Em Feira Nova, o crescimento nos anos iniciais da Educação Básica foi de 5,2 para 5,5, já nos anos finais a nota em 2017 era de 4,3 e chegou a 4,8 na avaliação de 2019. Em geral, as redes municipais não possuem escolas de Ensino Médio, já que elas são do Governo do Estado.

Um dos investimentos apontados como importantes para um bom resultado pelo secretário de Educação de Feira Nova, Claudison Vieira de Albuquerque, foi a parceria com a UFPE, iniciada em 2017 através da Residência Docente nas Ciências (Redec), que mais recentemente ganhou ainda mais importância com a criação do Hub Educat.

“Foram dez formações por ano, sempre intercalando entre metodologias ativas e ensinos híbridos”, explica o secretário. Ele também lembra como pontos positivos investimentos realizados pelo município na estrutura física das escolas, aquisição de materiais e a criação de uma cultura de avaliação.

Em Glória do Goitá, o resultado – obtido através de um coeficiente que envolve a nota na Prova Brasil dos alunos do 5º e 9º ano e uma avaliação de critérios objetivos – chegou a 4,7 nos anos iniciais e 4,2 para as turmas que encerram a Educação Básica. Professora de Português da Escola Municipal Maria Alzenira, em Glória do Goitá, Vanusa Gomes comemora também a melhoria obtida pela instituição em que atua, que já bateu a meta que o MEC colocou para 2021.

A educadora conta que, antes de participar das Redes de Vivências Formativas, costumava aplicar em sala de aula a metodologia tradicional de ensino. “A partir das metodologias ativas aplicadas em sala de aula, os nossos alunos passaram a ser protagonistas do processo de aprendizagem. Vimos que muitos docentes estavam presos no passado e eu era uma delas”, conta.