Ceclin
set 14, 2011 1 Comentário


Parasitoses prevalentes em Vitória são investigadas pelo CAV/UFPE

Como todo Centro de excelência acadêmica que preza por qualidade procura fazer a prestação de serviço público, usando a ciência a serviço da qualidade de vida das comunidades, assim é o Centro Acadêmico da UFPE da Vitória de Santo Antão, que está desenvolvendo estudos a fim de identificar as enfermidades que acometem os cidadãos vitorienses. O Programa Mesa Redonda do A Voz da Vitória, nas sextas às 13h, trouxe mais uma vez ao vivo para a Rádio Tabocas FM (98,5), os profissionais envolvidos nessa iniciativa para explicar como todo esse processo acontece. Contou-se com as presenças da Dra. Raquel Cruz que é médica, da Profa. Vitória Rehn, além da Estudante de Mestrado Emília Duarte que é Enfermeira Epidemiológica e Parasitologista do CAV, e do Estudante de Biomedicina Danilo Félix.

De acordo com a Dra. Raquel Cruz, a Leishmaniose é uma doença em ascensão devido a uma série de fatores que vêm acontecendo com todo esse desenvolvimento que está havendo no Município da Vitória de Santo Antão, no qual salientou a necessidade da população ficar atenta aos sintomas e assim que identificá-los, procurar tratamento médico o mais rápido possível.

A Leishmaniose vulgarmente conhecida por outros termos, “Sara-morreu, Úlcera de Bauru, Nariz de Tapi e Ferida Brava”, se manifesta na pele com uma ferida de bordas elevadas parecida com uma úlcera a qual é transmitida por um inseto portador do parasito (Leishmania) sendo mais comum em cães e nos seres humanos.

É importante que no momento em que se constatarem tais sintomas os pacientes procurem com urgência os Centros de Saúde do município e evitar se automedicar com receitas caseiras.

Segundo a Profa. Vitorina Rehn, a Leishmaniose não é provocada por um fungo nem por bactérias, os agentes que provocam essas feridas são parasitos protozoário onde a administração de antibióticos serão inúteis.

A presença dessa doença em Vitória de Santo Antão tem sido mais comum nas áreas rurais provenientes de animais silvestres.

A mestranda Emília Duarte alerta que existe um perigo iminente em termos um animal contaminado dentro de casa, pois o risco de contaminação é presente, através da picada de “Mosquitos Palha”. “Este será contaminado ao picar o nosso animal e assim estará apto a repassar os parasitas que provocam essa doença para nós seres humanos”, explicou.

Ainda segundo Emília, o Mosquito Palha tem o hábito de se alimentar sempre no período do final da tarde tendo eles a capacidade de migrar distâncias de 500 a mil metros em busca de alimentos. “Desse modo devemos tomar alguns cuidados a fim de evitar a nossa contaminação, portanto sempre ao se locomover para áreas rurais da cidade fazer uso de repelentes e se for dormir usar mosqueteiro”, recomendou.

Danilo Félix ensinou que o primeiro passo a se fazer por parte dos agentes de saúde ao identificar os sintomas é encaminhar seus pacientes a laboratórios onde serão feitas análises e através delas a identificação dos agentes que estão provocando tais problemas. “Como esse parasita pode também acometer órgãos como o fígado e o baço, pode haver comprometimento dos mesmos, será necessária a realização de uma biópsia nos materiais coletados”, ressaltou.

A Profa. Vitorina afirmou que é importante saber que esse parasito é comum apenas em áreas rurais tendo em vista a proximidade das matas com as áreas urbanas e o alto número de desmatamento. “O mesmo tem conseguido se disseminar pela cidade, e não adianta ter um animal doméstico bem tratado dentro das normas aceitáveis pelo médico veterinário, pois nenhuma vacina irá deixá-lo protegido desses parasitas. Nos animais domésticos devemos ficar atentos as áreas expostas que apresentam menos pêlos como a parte interna das orelhas e do nariz, onde serão mais facilmente acometidas pelas feridas provocadas pela Leishmaniose”, destacou.

Diante do sucesso desse projeto de pesquisa todos os envolvidos se mostram bastante agradecidos com a atenção e a colaboração por parte de todos os Agentes de Saúde de todas as unidades básicas de Saúde da Vitória de Santo Antão.

Apresentação: Lissandro Nascimento.

Produção: Jáder Siqueira, Josimar Cavalcanti.