Ceclin
dez 27, 2011 0 Comentário


País se firmará como 6ª economia mundial

Agência Estado

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que o Brasil vai consolidar a posição de sexta maior economia do mundo porque continuará crescendo mais do que outros países em razão da crise internacional afetar mais as economias avançadas. Ao comentar o estudo do Centro de Pesquisa para Economia e Negócios (CEBR, em inglês), que aponta o Brasil como a sexta maior economia do mundo, passando o Reino Unido, o ministro ponderou, no entanto, que o Brasil poderá demorar de 10 a 20 anos para fazer com que o cidadão brasileiro tenha um padrão de vida semelhante ao europeu.

Mantega disse que o País ainda precisa investir mais nas áreas social e econômica. “Isso significa que nós vamos ter continuar crescendo mais do que esses países, aumentar o emprego e a renda da população. Nós temos um grande desafio pela frente”, disse Mantega. “Mas a boa notícia é que nós estamos nessa direção e caminhando a passos largos para que o Brasil, num futuro próximo, seja um país melhor”, afirmou, em nota à imprensa.

O ministro disse que essa posição vai ser consolidada e a tendência é de que o Brasil se mantenha entre as maiores economias do mundo nos próximos anos. Ao citar as boas relações comerciais do Brasil com outros países, especialmente com os asiáticos, Mantega destacou que, atualmente, o Brasil é “respeitado e cobiçado, tanto que os investimentos estrangeiros diretos devem somar US$ 65 bilhões esse ano”.

IPCA de 2012

A expectativa do mercado de inflação medida pela IPCA em 2012 caiu de 5,39% para 5,33%, de acordo com a pesquisa Focus divulgada hoje pelo Banco Central (BC). Essa foi a quarta semana consecutiva de queda nas projeções dos analistas para o IPCA. Já para 2011 a estimativa para o índice oficial de inflação voltou a crescer, passando de 6,52% para 6,54%.

Apesar do teto da meta de inflação ser 6,5%, Mantega considera que patamares inferiores a 6,55% deverá ser arredondados para baixo. Ainda segundo a pesquisa Focus, a taxa Selic no fim de 2012 deverá ser de 9,5%, como previsto na semana anterior.

A projeção de mercado suavizada para o IPCA 12 meses à frente caiu de 5,40% para 5,33%, segundo o relatório. Conforme a pesquisa, a estimativa para o IPCA de 2012 no médio pra­zo dada pelas instituições com maior índice de acerto (TOP5) caiu 5,36% para 5,27%. Já para 2011, a previsão desses analistas aumentou de 6,48% para 6,52%.

A projeção de mercado para IGP-DI de 2012 também caiu, de 5,03% para 4,99%, bem como a estimativa para o IGP-DI de 2011, que passou de 5,38% para 5,28%. A estimativa para o IGP-M de 2012 recuou de 5,17% para 5,07%, enquanto a projeção para o indicador em 2011 caiu de 5,58% para 5,49%.

Já a previsão para a alta dos preços administrados em 2012 se manteve estável em 4,50%. Para 2011, a avaliação de mercado aumentou de 6% para 6,10%.