Ceclin
out 16, 2018 0 Comentário


Owens-Illinois: Vidro cresce acima do mercado no País

RICARDO CASARIN • SÃO PAULO
do DCI Diário Comércio Indústria & Serviços

Com crescimento acima do mercado, o setor de embalagens de vidro está investindo na expansão da produção. O avanço do segmento de bebidas premium é um dos principais fatores para a necessidade de aumento da capacidade.

“O setor está crescendo muito acima do mercado e a capacidade de produção está no limite. Todas as grandes empresas estão investindo em expansão”, afirma o diretor da Owens-Illinois do Brasil, Hugo Ladeira.

Em 2019, a empresa irá reativar a operação de sua fábrica no município de Vitória do Santo Antão e adicionar uma nova linha na planta de Recife, ambas em Pernambuco, para acompanhar o aumento da demanda.

Ambev

Segundo Ladeira, esses investimentos vão trazer capacidade adicional de 65 mil toneladas ou 300 milhões de embalagens de vidro. “No 1º semestre, o mercado de vidro cresceu 10% no Nordeste. A Owens Illinois cresceu 20%”, ressalta Ladeira. Além dessas duas unidades, o grupo possui uma fábrica em São Paulo. O executivo relata que a demanda vem principalmente do setor de bebidas.

“Há um movimento de refrigerantes voltando para retornáveis, até por pressão ambiental. Também observamos o avanço do segmento de cervejas premium e artesanais, que utiliza o envase de vidro.”

Além de ser uma forma de valorizar o produto, o executivo conta que o vidro facilita a logística reversa e reduz custos. “Para o investimento inicia, o plástico é mais barato. Porém, o vidro permite a reutilização do vasilhame e a reciclagem do material.” Entre outras bebidas que estão utilizando os envases de vidro, Ladeira destaca marcas de água de coco e sucos integrais. Ele também assinala que o setor de alimentos tem demanda positiva. “Todos os segmentos estão crescendo. Mas o grande impulsionador tem sido as bebidas”, afirma.

Investimentos

Além da Owens-Illinois, a Vidroporto também tem feito investimentos para expandir suas atividades no País. Recentemente, a empresa fechou um acordo para comprar uma fábrica com capacidade de produção de 60 mil toneladas por ano no Sergipe. A planta, que pertencia à Verallia, está paralisada desde o ano passado.

Até o ano de 2015, a Verallia pertencia ao grupo francês Saint-Gobain, que optou por deixar o mercado de embalagens e se concentrar em vidros planos e automotivos.