• Ceclin
dez 17, 2012 1 Comentário


Os altos e baixos do PSD em Pernambuco

Apesar do crescimento no Estado, a legenda, que tinha quatro vereadores, não ocupará nenhuma cadeira na Câmara e ficou fora do 1º escalão municipal

Jornal do Commercio

O Partido Social Democrata (PSD) passou neste ano pelo seu primeiro teste eleitoral. Fundado pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, já nasceu como uma das maiores forças políticas do País, atraindo diversos mandatários para suas fileiras.

Em Pernambuco, a missão de presidir o partido ficou a cargo do ex-deputado André de Paula, que, a exemplo do que aconteceu no plano nacional, tratou de alinhá-lo ao PSB do governador Eduardo Campos. Passada a eleição, a sigla apresentou um crescimento no número de prefeitos e vice-prefeitos no Estado, mas um recuo considerável no Recife, onde não conseguiu eleger nenhum vereador e também não vai integrar o primeiro escalão do governo Geraldo Julio (PSB). À época da sua criação, o partido atraiu quatro vereadores do Recife para suas fileiras.

Apesar da diminuição de sua influência no Recife, André de Paula comemora o crescimento do partido no restante do Estado. O PSD fez 21 prefeitos no último dia 7 de outubro, um a mais do que atraiu na sua fundação. Além disso, cresceu o número de vice-prefeitos de 15 para 20. “Nós fomos muito beneficiados na fundação do partido pela Lei Eleitoral, que faz com que um novo partido funcione como refúgio para os insatisfeitos. Gilberto Kassab teve muita visão. Então eu tinha a missão de passar pela eleição e, pelo menos, manter o partido no mesmo patamar que peguei. Foi um resultado extremamente favorável”, avaliou.

Já no número de representantes no Legislativo municipal houve uma queda considerável de 304 vereadores na época da fundação para 200 vereadores eleitos para a próxima legislatura. Ainda de acordo com o presidente estadual, a vantagem de poder atrair políticos com mandato foi o que dificultou a tarefa de igualar ou crescer o número de proporcionais pessedistas. “Às vezes é muito difícil conseguir o quociente eleitoral em cidades pequenas, onde o partido ainda não está bem estruturado. Mesmo assim é um número muito bom”, avalia.

O dirigente atribui o insucesso na capital ao fato de ter composto o “chapão” proporcional, que integrava a maioria dos partidos da Frente Popular. “Eu poderia ter batido o pé, como presidente do partido, e ter saído sozinho na disputa. Mas acredito que o chapão é o formato que mais favorece o candidato majoritário. Sentamos pra conversar com todos os partidos e tomamos essa decisão. Poderíamos ter feito algum vereador, infelizmente não deu certo”, lamentou.

Mesmo fora do secretariado e sem bancada na Câmara, André de Paula garante que o PSD permanece na base de apoio de Geraldo Julio e disposto a contribuir. “É evidente que todo partido gostaria de integrar o primeiro escalão e o PSD não é diferente. O que importa é que a equipe de Geraldo é de altíssimo gabarito e ele já reiterou seu interesse de contar com o PSD na sua equipe”, disse o presidente estadual do partido André de Paula, em uma confraternização de fim de ano que reuniu militantes e mandatários do partido, aliados políticos e foi prestigiada também pelo prefeito eleito. “Quando, como e onde vai depender de Geraldo, é uma decisão dele”, concluiu.