Ceclin
abr 14, 2008 4 Comentários


O que não se diz sobre o Tibet !

O Tibet sempre foi um País atrasado. No período do Dalai Lama, as mulheres eram consideradas seres inferiores e não podiam erguer o olhar para qualquer homem; existia escravidão e homens eram usados como mulas, carregando os nobres e até os “sagrados” monges nas costas; a mortalidade infatil era de 430 para cada mil (43%); mais de 70% das terras pertenciam a aristocracia e aos monges (inclusive o Dalai). E tudo isso, em plena década de 1950, quando veio a revolução chinesa e pôs fim a esse atraso. Sendo hoje, essa província com o melhor IDH da China; com plenos direitos para as mulheres e distribuição de terras.

O chamado pacifista já apoiou, na década de 1980, o programa de armas atômicas da Índia e é financiado pela potência norte americana. Todos sabem que os interesses no caso do Tibet vão além da questão democrática. A localização é ótima para instalação de bases norte americanas, sob o pseudo comando do careca laranja. Ou alguém tem ilusão que o Tibet será livre e que o suposto “Buda reencarnado” vai manter independêcia com relação aos seus patrocinadores, ou seja, as potências européias e dos Estados Unidos?! Se a China não tem diante da mídia e do comitê olímpico autoridade moral para sediar os jogos, que autoridade tem os EUA de participar de qualquer confraternização esportiva depois das invasões do Afeganistão e do Iraque, promovendo o massacre de milhares de civis? Por isso, é importante que todos busquem saber o que está por trás dessa campanha contra a realização das Olimpíadas na China.

Daniel Max
é sociólogo e colunista do Blog.