Ceclin
out 15, 2012 0 Comentário


O fim da oposição em Timbaúba

JC Online

Eleição define composição da Câmara Municipal totalmente governista e deixa prefeito reeleito sem adversários

Pela primeira vez na história de Timbaúba – cidade da Mata Norte do Estado – a oposição não conseguiu eleger nenhum representante para a Câmara Municipal. Os dez vereadores eleitos no dia 7 passado são filiados a partidos aliados do prefeito reeleito Marinaldo Rosendo. Dentre eles, quatro pertencem à mesma legenda que Rosendo, o PSB.

Há cerca de dois anos, todos os vereadores da cidade são de orientação governista. Os três parlamentares que antes faziam parte da oposição – Jacques Filho, Paulinho de Genésio e Guel – deixaram o PMDB, legenda adversária do prefeito, pela qual foram eleitos em 2008, para se filiar ao PSD, pertencente à coligação que reelegeu Marinaldo Rosendo.

Apesar de a maior parte dos atuais vereadores ter sido reeleita – sete dos atuais dez parlamentares conquistaram novo mandato – o índice de renovação na Câmara foi de 46%. O alto percentual se deve ao aumento do número de vagas. A partir de janeiro, Timbaúba contará com 13 vereadores. Além disso, entre os “novatos”, três já exerceram mandato na Casa em outras legislaturas: Tiba (PSB), Jurandi do Calçamento (PTB) e Ulisses (PR). Este último deixou o cargo para dar lugar ao filho, Ulisses Felinto (PR), que este ano preferiu não disputar a reeleição e devolveu a bola ao pai.

DESISTÊNCIAS

Além de Ulisses, o atual vereador Glebson (PTB) não disputou a reeleição. Entre os veteranos que concorreram à renovação do mandato, apenas Givanildo Muniz (PDT) não obteve sucesso. Ele é irmão do ex-prefeito Gilson Muniz (PMDB), principal adversário do prefeito reeleito, mas teve a candidatura impugnada. Os outros três – Jacinto Ferreira Lima (PSB), Zé da Rua (PR) e Fellipe Vasconcelos (PSB) – são os únicos totalmente estreantes na Câmara de Timbaúba.