• Ceclin
mar 04, 2009 1 Comentário


O fator Rousseff (2)

por Hely Ferreira

Recentemente, foi divulgado por um jornal do Sudeste, que a candidatura da ministra da Casa Civil já tem o apoio de 81% da cúpula do Partido dos Trabalhadores.
Dos 81 membros do Diretório Nacional e 27 presidentes dos Diretórios Estaduais, os 96 ouvidos, 70 membros do Diretório, e 26 presidentes estaduais concordam que a senhora Rousseff seja a candidata do partido à presidência da República. Os restantes dos entrevistados, embora estejam cautelosos, não ousaram criar uma querela no partido. A única crítica feita a possível candidata, partiu da prefeita da capital do Estado do Ceará.
Não é de se estranhar à postura da prefeita. É bom lembrar que em 2004, quando eleita pela primeira vez, a prefeita foi escanteada pela cúpula do partido, recebendo apoio só no segundo turno das eleições. Talvez seja o motivo que levou a prefeita tecer comentários antagônicos a uma possível candidatura da senhora Rousseff. O fato, é que nos últimos anos, o Partido dos Trabalhadores tem optado em não mais existir prévias para escolha dos candidatos.

Aliás, parece que não faz mais parte da agenda petista. As decisões estão sendo tomadas de forma hierárquica, promovendo certa insatisfação do seio do partido.
A candidatura de Rousseff tem ganho musculatura, não por um desejo natural do presidente Luiz Inácio mas por ausência de outros nomes e como a tendência do presidente é quem controla o partido, torna-se mais fácil costurar o quadro sucessório.
Parece-nos que o presidente fez um estágio rapidinho com outros companheiros e aprendeu como impor candidaturas. Resta-nos saber se toda sua popularidade conseguirá surtir efeitos favoráveis a sua possível candidata.
E para não esquecer: apoio não significa adesão.

por Hely Ferreira,
Cientista Político.