Ceclin
dez 05, 2008 4 Comentários


O Congresso da ABAV e o Salão de Turismo


Ricardo Guerra*

Parecendo conflituosa, as realizações do Congresso da Abav – A Feira das Américas e do Salão de Turismo poderão ser complementares.
“Viagem é para toda a vida”. Este foi o slogan do 3º Salão de Turismo-Roteiros do Brasil acontecido em São Paulo entre os dias 18 e 22 de junho cujo tema foi: “Viagem por todo o Brasil em um só lugar”. Neste ano, o Salão aconteceu no Pavilhão de Exposições do Centro de Convenções Anhembi. O Ministério do Turismo patrocina o evento.

O Mtur para o 3º Salão de Turismo trabalhou 65 destinos indutores de desenvolvimento através de 81 roteiros das 27 unidades federativas. Os roteiros contemplam 103 regiões turísticas e 369 municípios brasileiros. O foco: os mercados nacional e internacional.
Não há espaço para dúvida. Com a terceira edição do Salão de Turismo – Roteiros do Brasil tornou-se uma certeza absoluta. O evento veio para bater de frente com a Feira das Américas, o Congresso da ABAV.
Por coincidência, o primeiro Salão de Turismo aconteceu no Expocenter, em São Paulo, após o Congresso da ABAV ter se tornado um evento fixo do Calendário Turístico do Rio. Uma segunda coincidência. O Governo Federal investiu forte. Deu grande apoio institucional ao Salão. Tudo isso é formidável na medida em que demonstra que nossa economia permite, no seu setor turístico, promover dois eventos de magnitudes continentais, acontecendo cada um, em semestres distintos e realizados nas duas principais cidades e capitais brasileiras. Poucos são os paises e mais raras, as economias que suportam promover, com sucesso eventos turísticos da dimensão da Feira das Américas e do Salão de Turismo. Este, em São Paulo. Aquele, no Rio de Janeiro.

O 3º Salão do Turismo apresentou uma proposta muito interessante. Os Estados foram divididos por regiões. Ao que todos imaginavam que passaria uma idéia de segmentação, funcionou, exatamente, ao contrário. O Salão foi dividido de acordo com as cincos regiões brasileiras: Norte, Nordeste, Centro-oeste, Sudeste e Sul. Tornou-se muito bom porque integrou, à medida que você ia para o Espírito Santo, por exemplo, tinha a oportunidade de conhecer o que Minas, São Paulo e o Rio ofereciam na amostra. O mesmo raciocínio para quem visitava o Norte ou qualquer outra região. Repetia-se a vitoriosa experiência que a CTI-Nordeste vem adotando ao comparecer a eventos desta natureza.
Foi mantida a “Vitrine do Brasil”, espaço dedicado ao artesanato nacional. Na realidade, é uma exposição, por Estado, das riquezas e manifestações artísticas e culturais de cada unidade da federação. Permaneceu o espaço gastronômico onde a rica e diversificada culinária de cada um dos estados brasileiros pode ser degustada no mesmo espaço expositivo. Havia, também, o Núcleo de Conhecimento.

Quanto à excelente presença de Pernambuco, registre-se que tanto na parte comercial com a exibição de nossos destinos quanto na área artesanal e de gastronomia, o nosso Estado fez bonito, contando com forte apelo promocional e a participação da iniciativa privada. Tudo muito profissional. Dos grupos rítmicos como o centenário Maracatu Estrela Brilhante de Igarassu, pode-se dizer que fazia a festa passando por entre “as ruas” do Salão contagiando a todos, com seus marcantes batuques. Em passado muito mais recente, aconteceu no Rio de Janeiro, entre 22 e 25 de outubro, o 36º Congresso da ABAV – a Feira de Turismo das Américas, considerada a maior Feira do setor turístico no Novo Mundo. Pernambuco como acontecera no Salão ocupou seu espaço, brilhantemente.

Apesar do momento atual, muitos julgaram como a melhor exposição dos últimos anos e que realizou negócios superiores as previsões em virtude da crise mundial. O Congresso terminou sem a definição de que se mantém fixo, acontecendo anualmente no Rio ou voltará a ser rotativo, após a experiência de cinco anos mantida na capital fluminense.
Certo é que inúmeras reservas de stands já foram realizadas prevendo-se como que a Feira das Américas – o 37º Congresso da Abav em 2009 permaneça nas terras cariocas da Cidade Maravilhosa.

por Ricardo Guerra
* empresário & jornalista