• Ceclin
mai 14, 2009 0 Comentário


Novo Enem tem bases definidas

SEGUNDO ministro Fernando Haddad, exame terá pelo menos duas edições por ano
Danilo Tenório

com Agências

Representantes da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) participaram, durante todo o dia de ontem, de reuniões com o ministro da Educação, Fernando Haddad, em Brasília, para discutir o novo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). E, por unanimidade, aprovaram a matriz de habilidades que serão incluídas no processo seletivo.

Essa matriz é uma espécie de guia que orienta a elaboração dos itens da prova.

A aprovação da matriz foi realizada pelos representantes da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), a qual o professor Amaro Lins, reitor da UFPE, é presidente. Lins explicou que o objetivo é que o aluno tenha habilidade nivelada em todas as disciplinas.

“Cada área tem um conjunto de matrizes de habilidades. Então, a prova vai contemplar o aluno que construir, ao longo do Ensino Médio, habilidades com as quais ele possa construir a formação para a vida”, comentou. A UFPE adotou o Enem apenas para a primeira fase do vestibular.

O conteúdo do vestibular unificado será divulgado hoje, após apresentação ao Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed). O novo Enem, criado para substituir o vestibular nas universidades federais, terá pelo menos duas edições por ano, disse ontem o ministro Fernando Haddad.

A ideia é se adaptar ao calendário das universidades – algumas fazem mais de um vestibular por ano. A prova deste ano ocorrerá em outubro. A primeira de 2010, em março ou abril. “Há a possibilidade de o MEC promover mais de duas edições do Enem por ano, mas isso depende do orçamento disponível”, afirmou o ministro.

A professora Maria José de Sena, pro-reitora da Universidade Federal Rural de Pernambuco, instituição que aderiu a proposta do Enem como única forma de entrada, aprovou as medidas. “Na realidade, o modelo apresentado é mais democrático, dá mais oportunidades aos alunos”, comentou. “O ministério tem dois objetivos com a mudança do Enem: unificar a seleção de calouros para as universidades federais e reestruturar o Ensino Médio”.

O governo entende que o modelo atual, em que cada universidade tem seu vestibular, prejudica os estudantes com menor renda, que precisam se deslocar para diversas cidades. Além disso, os atuais processos seletivos, em que se prioriza o conhecimento específico de matérias, induz os currículos do Ensino Médio. Na avaliação do MEC, o conhecimento das disciplinas precisa ser mais integrado, valorizando o raciocínio. Como a proposta é que o Enem tenha esse formato, ele poderia estimular a mudanças nas redes.
(Folha de Pernambuco)

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