• Ceclin
jun 04, 2008 1 Comentário


Nordeste tem pior Índice de Desenvolvimento Social do País

Os políticos do Nordeste precisam investir em melhorias na geração de emprego e na melhor distribuição de renda. É o que mostra uma das conclusões do Índice de Desenvolvimento Social (IDS), pesquisa realizada pelo Instituto Nacional de Altos Estudos (Inae). O IDS constatou que houve grande desenvolvimento social no Brasil nos últimos 30 anos, registrando média anual de 2,1%. O ranking do IDS, referente a 2006, é liderado pelo Distrito Federal (9,19 pontos), seguido pelos estados de Santa Catarina (8,89) e São Paulo (8,78). Os piores índices são observados em Alagoas (6,22) e Maranhão (6,58). Por regiões, o IDS mais alto é o do Sul (8,70), enquanto o Nordeste apresenta o índice mais baixo (7,08). O IDS do Brasil é de 8,11 pontos. A estimativa para 2007 é que o IDS do País suba para 8,24 pontos.
Dos cinco componentes do IDS (saúde, educação, trabalho, rendimento e condições habitacionais), três apresentaram evolução positiva. Na área da saúde, o desempenho é relativamente bom. O Índice de Saúde (IS) atingiu a marca de 9,28 pontos na média do País, sendo 9,95 no Rio Grande do Sul e 9,92 em Santa Catarina e Distrito Federal. Na retaguarda aparece Alagoas, com IS de 7,63 pontos. “A expectativa de vida da população cresceu, a mortalidade infantil caiu, e isso acontece no País, nas regiões e em todos os estados”, afirma o economista Roberto Cavalcanti, do (Inae).
No caso do Nordeste, o que empurrou para cima o índice, em sua opinião, foram as políticas do Bolsa Família, da aposentadoria rural e dos investimentos na saúde. O líder do PT na Câmara, Maurício Rands (PE), também credita aos programas do Governo as melhorias na Região. “O Nordeste sempre foi uma Região abandonada e lembrada em época de eleição. O Governo Lula mudou isso e até nas viagens mais recentes o presidente tem dito que quer quebrar paradigmas em relação aos conceitos sobre o povo nordestino. Agora, por lá, há uma atenção especial, um cuidado para a Região também se tornar atrativa e digna de seu povo”, pondera Rands.
Pelo estudo, o maior incremento no IDS-Educação ocorreu no Nordeste, onde o índice evoluiu de 0,08 para 0,34, um pulo de mais de quatro vezes entre 1995 e 2006, embora os dados absolutos ainda coloquem a região em uma situação muito inferior ao resto do País.
Contribuíram para esse desempenho tanto o aumento da taxa de alfabetização, de 57,8% para 71,1%, quanto da média de anos de estudo da população ocupada, que passou de 3,9 para 6,0 anos. “É o resultado de toda uma nova cultura que começa a se aplicar em todo o País, com o incentivo a presença na escola e o oferecimento de uma nova oportunidade de vida”, diz o deputado Gastão Vieira (PMDB-MA), pré-candidato a prefeito de São Luís, lamentado que seu Estado esteja entre os piores IDS. (Folha de Pernambuco).