Ceclin
mar 06, 2011 0 Comentário


Nordeste investe em energia eólica

Publicado em 06.03.2011

Os ventos estão se concretizando como uma opção para a geração de energia no Nordeste. Somente no Rio Grande do Norte serão investidos R$ 8 bilhões em parques que já tiveram os seus contratos de energia vendidos. Na Bahia, serão empregados R$ 4 bilhões em 34 parques eólicos localizados no semiárido. “A energia eólica vai gerar emprego, renda e desenvolvimento. Tudo que está sendo construído é somente 10% do potencial potiguar na área eólica”, diz a governadora do Rio Grande do Norte, Rosalba Ciarlini.

“Apostamos nas eólicas como uma forma de gerar riqueza na área menos favorecida do Estado, o Semiárido”, comenta o secretário executivo da Câmara Transversal de Energia da Bahia, Rafael Valverde. Até 2013, mais de R$ 15,2 bilhões serão investidos para implantar parques eólicos que vão gerar cerca de 3,8 mil megawatts (MW) em todo o País. Cerca de 80% desses empreendimentos estão no Nordeste. Em média, o Nordeste consome 8,2 mil MW.

O que está fazendo os parques eólicos saírem do papel é o custo da energia eólica que baixou. Há cinco anos, o preço dela era proibitivo. Este cenário começou a mudar a partir de 2009, quando no leilão de fontes alternativas o menor preço do megawatt-hora (MWh) de energia eólica ficou em R$ 150. Já no ano passado, o MWh eólico foi, em média, em R$ 131,50.

“Os fabricantes começaram a se instalar no País e isso contribuiu para o preço da energia eólica baixar. A nossa expectativa é que os sete maiores fabricantes de equipamentos (eólicos) estejam no Brasil até o final deste ano”, conta o professor da UFPE, Everaldo Feitosa, hoje diretor da Eólica Tecnologia, que participa de consórcios de parques eólicos em Pernambuco, Rio Grande do Norte, Bahia e Ceará.

Os Estados que têm maior potencial de ventos são Rio Grande do Norte, Ceará e Bahia. A Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf) vai construir dois parques eólicos na Bahia. O primeiro vai se implantar em Casa Nova, às margens do Lago de Sobradinho e demandar um investimento de R$ 800 milhões com a capacidade para gerar 180 MW.
“As obras não começaram porque aguardamos a licença de instalação”, conta o superintendente de projetos e construção de geração da Chesf, Ruy Barbosa Pinto Júnior. As obras deste parque devem ser iniciadas em abril. Na Bahia, cerca de 2 mil pessoas trabalham na construção de parques eólicos no semiárido.
(Jornal do Commercio).