• Ceclin
ago 22, 2011 0 Comentário


Não tem sido fácil!

A vida dos trabalhadores em Educação não tem sido fácil. A população, de uma forma geral, sabe que o professor recebe um dos piores salários na comparação com outros profissionais de mesmo nível de formação. O salário é tão ridículo, que durante muito tempo serviu como piada em programa humorístico na televisão.

Não bastasse os baixos salários, a falta de perspectivas assola também a categoria. O Plano de Cargos e Carreiras (PCC) foi desmontado pelo atual Governo do Estado e a sua recomposição em patamares aceitáveis não parece próxima. Ainda com relação ao PCC, a progressão por desempenho é ignorada pelo Governo Estadual.

A falta de respeito não para por aí. O direito legalmente assegurado ao gozo da licença prêmio é negado constantemente, sob alegação de que o Professor deve procurar o seu substituto. Um verdadeiro absurdo!

Nem na doença, ele tem sido respeitado. Denúncias chegam ao sindicato, dando conta de que o atendimento na Junta Médica do Estado é muito ruim. As pessoas debilitadas por um estado doentio, sofrem ainda mais com a falta de atenção e com a má prestação do serviço pela Instituição, segundo relatos da categoria. Portanto, confirma o que já dissemos nas mesas de negociação.

No dia a dia da escola os problemas continuam, como por exemplo: Diários de Classe, extremante burocráticos, que consomem bastante tempo para seu preenchimento. A situação se agrava para os professores que, para suprir o abaixo salário, possuem dois vínculos empregatícios, principalmente se lecionam determinados componentes curriculares, levando-os a ter um grande número de alunos e Diários.

A cobrança tem sido desproporcional às condições oferecidas. E quando a categoria decide protestar, participando de uma paralisação nacional, como no último dia 16, a pressão surge em diversas formas e locais de trabalho. São dirigentes escolares que ameaçam os estudantes de perderem a bolsa família caso não cheguem às salas de aula, pressionando assim, os Professores. Em outras situações, são Funcionários Administrativos reprimidos para não aderirem à paralisação, com o objetivo de enfraquecer luta por melhores condições de trabalho e por valorização profissional. Mas, a luta continua!

Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Pernambuco

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