• Ceclin
abr 22, 2009 4 Comentários


Na era dos investimentos reais

por Isaltino Nascimento
Se o governo Jarbas/Mendonça tivesse concretizado o intento de privatizar a Compesa, como fez com a Celpe, hoje estaríamos certamente discutindo o aumento abusivo nas contas de água e a falta de assistência aos consumidores. Temas recorrentes na vida dos atuais clientes da companhia energética vendida sob o discurso neoliberalista que prega a desestatização.
Faço este lembrete para refrescar a memória da população quando incautos oposicionistas, a exemplo do deputado Augusto Coutinho, tentam aparecer como arautos defensores da Compesa, propagando informações distorcidas sobre o balanço da empresa.

Ainda para refrescar a memória do nobre deputado lembro que na desastrosa operação de tentativa de venda da Compesa, o governo Jarbas/Mendonça fez um adiantamento de mais de R$ 200 milhões junto à Caixa Econômica Federal, que acabou redundando em uma dívida de mais de R$ 300 milhões. O que fez o Estado ser inscrito no Cadin (Cadastro de Inadimplentes), inviabilizando que Pernambuco recebesse qualquer recurso para investimento em esgoto e saneamento.
Lembro ainda que foi o governador Eduardo Campos, que ao assumir o mandato, renegociou a dívida com a Caixa, liberou o Estado para receber investimentos na área e deu início ao maior programa de saneamento e abastecimento de Pernambuco nos últimos tempos.
Faço este preâmbulo para dar algumas informações importantes à população. Ao questionar o lucro da empresa com base no balanço de 2008 e “esquecer” de observar os investimentos feitos no mesmo período, o nobre parlamentar tenta encobrir uma realidade nova para os pernambucanos, que estão sendo beneficiados por investimentos em obras que estão de fato melhorando a situação do abastecimento em nosso Estado.
Em primeiro lugar o lucro de uma empresa e o seu saldo de caixa são coisas muito diferentes. Ambos podem ser positivos, ou negativos ou apresentarem sinais contrários. O lucro da ordem de R$ 24 milhões citado por Coutinho em referência ao ano de 2006, também verificado em 2007, já no novo governo, remuneram o capital do acionista em apenas 1,7%. Portanto não são números para se comemorar.
Este governo tem como estratégia para a gestão da Compesa a expansão e a melhoria da qualidade do serviço, mantendo o equilíbrio econômico e financeiro. E isto é o que vem acontecendo.
Um dos números mais importantes do balanço, que demonstra a preocupação com a melhoria na qualidade do serviço, é aquele relacionado com o investimento. R$ 230 milhões em 2008 e R$ 120 milhões em 2007, totalizando R$ 350 milhões em dois anos.
Como alardear que a Compesa foi entregue a este governo em boa situação, se em 2006 fechou o ano com 59% de perdas, com 5 milhões de pernambucanos recebendo água em regime de rodízio, R$ 20 milhões em passivos judiciais em fase de execução e com a maioria dos sistemas em precária situação de operação.
Nestes dois anos do governo Eduardo Campos mais de um milhão de pessoas saíram da situação de rodízio/racionamento. As perdas já cederam 2%, mais de 250 mil hidrômetros já foram instalados, mais de R$ 1 bilhão em obras que estão em curso.
Então, nesta situação, qual a informação mais significativa do balanço 2008 da Compesa. O lucro ou o aumento dos investimentos?
Uma pergunta para aqueles que sofriam com a falta de água e hoje a tem em abundância em suas torneiras: Adianta aumentar o lucro e não fazer nada para a população?
Este governo prioriza a melhoria do serviço à população, mantendo o equilíbrio da Companhia. E isto está demonstrado no balanço.
por Isaltino Nascimento

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deputado pelo PT e líder do Governo na Assembleia Legislativa de Pernambuco.