Ceclin
dez 12, 2019 0 Comentário


Na COP 25, Pernambuco denuncia crime ambiental provocado pelo derramamento de petróleo no litoral

O secretário ainda expôs a preocupação do Estado com os pescadores, uma vez que a medida provisória editada pelo Governo Federal não contempla todos os afetados pelo desastre. Foto: Divulgação/ Semas-PE

O secretário ainda expôs a preocupação do Estado com os pescadores, uma vez que a medida provisória editada pelo Governo Federal não contempla todos os afetados pelo desastre. Foto: Divulgação/ Semas-PE

Bertotti apresentou os trabalhos e desafios enfrentados pela gestão no enfrentamento ao maior crime ambiental já ocorrido na costa brasileira 

No último dia da participação do Governo de Pernambuco na Conferência das Nações Unidas sobre as mudanças do clima (COP25), o secretário de Meio Ambiente e Sustentabilidade, José Bertotti, reforçou, nesta quinta (12/12), o compromisso do Estado com a agenda climática e apresentou os trabalhos e desafios enfrentados pela gestão no enfrentamento ao maior crime ambiental já ocorrido na costa brasileira: o derramamento de Petróleo. Em Pernambuco, as manchas de óleo chegaram a atingir 48 praias e 8 rios, em 13 municípios. Mais de 1.600 toneladas de resíduo foram retiradas do litoral e em caminhada para um centro de tratamento.

Bertotti – que representa o governador Paulo Câmara no evento – abordou o assunto durante o painel “CBMC: lições aprendidas e os próximos passos”, ocorrida no IFEMA. “Denunciamos o fato de Governo Federal ter demorado a agir no caso do derramamento de petróleo. Em Pernambuco, foi o Governo do Estado que agiu de maneira decisiva para fazer a contenção e a retirada do material que chegou ao nosso litoral, com o apoio e a mobilização da sociedade civil”, disse o gestor, lembrando que o Plano Nacional de Contingência para Incidentes de Poluição por Óleo em Águas (PNC) define a União como responsável por ações desse tipo.

O secretário ainda expôs a preocupação do Estado com os pescadores, uma vez que a medida provisória editada pelo Governo Federal não contempla todos os afetados pelo desastre. “Temos clareza que a tardia medida provisória feita pelo Governo Federal não atende aos 11 mil pescadores de Pernambuco. O documento demorou 90 dias para ser publicado e só contempla cerca de 4,5 mil dos mais de 11 mil profissionais atingidos. O Governo de Pernambuco já solicitou a ampliação desses benefício e há emendas de parlamentares nesse sentido. Fizemos essa denúncia na COP-25 porque a crise do petróleo continua no sentido de que há uma crise social afetando quem vive da pesca artesanal”, frisou.

CBMC – A Conferência Brasileira de Mudança do Clima (CBMC) também foi pauta da exposição feita pelo gestor da pasta ambiental. Realizada de 6 a 8 de novembro, a CBMC reuniu organizações não governamentais, movimentos sociais, governos, comunidade científica e o setor privado e público em mais de 50 painéis, em nove espaços diferentes, no bairro do Recife. O evento teve entre os correalizadores o Governo de Pernambuco, Centro Brasil no Clima, WWF, Instituto Ethos, Iclei e Prefeitura do Recife. Na ocasião, foram apresentadas propostas e experiências, negócios, tecnologias e políticas brasileiras que contribuem para frear o aquecimento global.

“Estivemos presentes em várias mesas de debate divulgando o trabalho da Conferência Brasileira do Clima e falando fortemente sobre a atuação dos estados, a influência das mudanças climáticas no Estado e as ações de enfrentamento capitaneadas pelo governador Paulo Câmara. No debate de hoje, tivemos a oportunidade de encontrar entidades parceiras da conferência e ratificar nosso apoio para a próxima edição do evento em 2020”, concluiu Bertotti.