Ceclin
Maio 21, 2011 0 Comentário


Mulher usa nome da irmã por 35 anos

FLORIANÓPOLIS – – Uma mulher que se passava pela irmã há 35 anos será indiciada sob suspeita de falsidade ideológica em Santa Catarina. Nem os três filhos de Santalina Borges Meurer, 63 anos, sabiam seu verdadeiro nome.
De acordo com as investigações da Polícia Civil, Santalina começou a usar os documentos da irmã falecida para poder se casar pela segunda vez. Aos 22 anos, ainda solteira, ela engravidou do namorado, que não quis assumir a criança. O pai de Santalina obrigou-a, então, a se casar com um senhor de 62 anos.

A suspeita engravidou outra vez de uma relação extraconjugal. O delegado Marco Aurélio Marcussi conta que, para não ser acusada de bigamia, ela utilizou os documentos de Neli de Souza, sua irmã que havia morrido aos 8 anos, para se casar outra vez.

Santalina assumiu, assim, a identidade de Neli e manteve por um ano dois relacionamentos. Em 1977, seu primeiro marido morreu. Com Agenor José Duarte de Souza, o segundo marido, ela teve outras duas crianças. Todas foram registradas como filhas de Neli de Souza.

Marcussi diz que a mulher continuou com seus documentos verdadeiros, mas para não perder a pensão que recebia do primeiro marido. A filha que Santalina teve com o primeiro namorado engravidou aos 16 anos. Seu neto foi, assim, registrado também como filho de Neli. O menino tem hoje 22 anos e é dependente químico. Em fevereiro, ele roubou a bolsa de Santalina para comprar drogas, conforme a Polícia Civil, o que contribuiu para desmascarar a aposentada.

Os documentos que a mulher tinha no nome de Santalina se perderam com o roubo. Quando tentou refazê-los, a polícia descobriu que havia duas pessoas cadastradas com as mesmas impressões digitais.
(Jornal do Commercio).