Ceclin
nov 08, 2016 0 Comentário


Movimento de ocupação universitária é o maior da história brasileira

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A presidenta da União Nacional dos Estudantes (UNE), Carina Vitral, considera o movimento vitorioso pela mobilização atingida. “A juventude brasileira, em especial aquela que ascendeu ao direito à universidade, se levanta contra a PEC 55 que tramita no Senado, por entender que ela desmonta com a democratização da universidade e congela o futuro da juventude brasileira nos próximos 20 anos”, avalia.

Assembleias representativas 

“Essas apropriações têm sido bastante plurais e mobilizadas, um procedimento de resistência e luta dos estudantes, todas as assembleias que decidem as ocupações contam, em média, com a participação de 1.500 pessoas por universidade, que optam por um processo de radicalização da luta para barrar esses retrocessos do governo Temer”, explica Carina.

O Diretor de Relações Institucionais da UNE, Iago Monvaldão, fez a defesa das ocupações em audiência pública realizada na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado. O jovem afirma que, devido o diálogo inexistente do governo Temer, os estudantes tiveram como última opção a tomada das suas escolas e universidades. “Se não ocorresse ocupações, a sociedade estaria nesse patamar de debate sobre o conteúdo da PEC? “, questionou. Assista o vídeo com a fala de Iago AQUI

Dia nacional de paralisações e greves

Nesta sexta-feira (11) entidades do movimento sindical e estudantil realizarão um dia nacional de paralisações para denunciar o pacote de medidas ofertadas pelo governo Temer, que precariza a vida dos trabalhadores e promove cortes sociais. Carina salienta que os estudantes estão contribuindo no processo de luta nas ocupações e fazendo sua parte na mobilização e apoio aos trabalhadores em greve.

Universidades falidas 

Caso seja aprovada, a PEC 55, somada aos cortes já anunciados pelo Ministro da Educação Mendonça Filho (DEM-PE) de 45% do orçamento previsto para 2007, causará um rombo sem precedentes nas universidades federais.  Como exemplo, se a proposta estivesse em vigor desde 2006, a Universidade Federal Fluminense teria perdido recursos da ordem de 780 milhões de reais nos últimos dez anos.

Informações: Sindsep/PE