Ceclin
jul 04, 2016 0 Comentário


Moradores cobram ação contra a alta onda de assaltos em Vitória de Santo Antão

Vitoria Pede Paz 2016

Movimento Vitória Pede Paz saiu motorizada pelas ruas da Vitória cobrando mais policiamento e denunciando precária iluminação pública

Objetivando cobrar mais políticas públicas voltadas para segurança e para o desenvolvimento social e denunciar o aumento no registro de crimes, bem como denunciar o pequeno contingente policial e o sucateamento do aparelho policial vitoriense, agravado pela desagregação do Complexo Policial do Município em virtude de um incêndio, moradores da Vitória de Santo Antão, na Mata Sul de Pernambuco, realizaram na manhã do domingo (03/07) uma ação contra a violência e por uma cultura de paz. O Movimento batizado de “Vitória pede Paz” se concentrou logo cedo nas imediações do Canal da Mangueira, acompanhado por cerca de duas mil pessoas, maioria motorizada com destacada participação dos mototaxistas que são as primeiras vítimas da alta onda de assaltos agravada nos últimos meses na cidade, que inclusive sofre com a precária iluminação pública e acesso esburacado para os bairros mais distantes do Centro.

Vestidos de branco, os moradores percorreram as ruas principais de 17 comunidades vitorienses, dispersando no bairro Lídia Queiroz, às margens da rodovia PE-45 – próximo ao 21º BPM e ao Grupamento dos Bombeiros. O trajeto passou pelo Complexo da Polícia Civil que desde 15 de junho está sem funcionar por conta de um incêndio. O protesto contou com a organização de entidades como a Assejur, CAV-UFPE; contando com o apoio à campanha do Blog A Voz da Vitória; a ONG Gapes; a Igreja Assembleia de Deus – Abreu e Lima; o Colégio Projeção através do Vereador Professor Edmo Neves e do empresário da loja Juliana Móveis; o Centro de Referência em Direitos Humanos, Associação dos Moradores Conceição II e a Igreja Quadrangular do Evangelho, com o suporte da Associação dos Bombeiros Civis de Vitória.

“Embora haja um esforço significativo por parte da Polícia Civil e Militar, nós temos em Vitória de Santo Antão um verdadeiro descaso por parte do Poder Público Municipal. Desde janeiro de 2015 a responsabilidade pela iluminação pública é integral do Poder Público local e só agora, as vésperas da eleição, a gente se depara com um programa eleitoreiro de iluminação pública na cidade. É preciso que a população reflita e atribua a responsabilidade a quem de direito com relação aos crimes que aconteceram neste Município, enquanto esteve às escuras”, comentou o vereador Edmo Neves, que é pré-candidato a prefeito pelo PMN.

O movimento deseja que a Segurança Pública e o Desenvolvimento Social sejam enfrentados não só como um problema de ordem policial, mas que o Poder Público vitoriense assuma responsabilidade com políticas sociais permanentes. Fotos: Equipe A Voz da Vitória / AVV Imagem

O movimento deseja que a Segurança Pública e o Desenvolvimento Social sejam enfrentados não só como um problema de ordem policial, mas que o Poder Público vitoriense assuma responsabilidade com políticas sociais permanentes. Fotos: Equipe A Voz da Vitória / AVV Imagem

Vitória seria a terceira cidade mais violenta do Estado. Dados da Secretaria de Defesa Social (SDS-PE) apontam que o Município está tendo o mês de junho mais violento desta década. Até 19 de junho (que é a ultima data disponível no boletim de CVLI disponibilizado pela SDS/PE) seis pessoas foram assassinadas no município, tantas mortes assim, num mês de junho só tinha ocorrido em 2010. Além disso, a sensação de insegurança tem sido uma constante, principalmente pelo alto número de assaltos. “Faz necessário denunciar que os veículos da Polícia Militar estão sucateados, os Civis sem as mínimas condições de trabalho e se percebe a ausência de uma estratégia policial de inteligência no combate ao tráfico de drogas, predominado pelo Crack, pelo qual tem sido o principal motivo de grande parte dos 40 homicídios registrados no decorrer deste ano. É preciso a união de todos para minimizar esta problemática”, lembrou Lissandro Nascimento, editor do Blog A Voz da Vitória, um dos organizadores deste ato.

Uma das principais queixas do movimento é a precariedade de iluminação pública, o que facilita a ação dos marginais. Os principais pontos críticos são o acesso ao Centro Acadêmico de Vitória, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), a ladeira do alto do reservatório, a antiga BR-232, além da região entre a Morepe e a Matriz.

Para alertar o sentimento coletivo de insegurança um carro de som seguiu à frente do grande comboio formado, principalmente, por motos. O movimento deseja que a Segurança Pública e o Desenvolvimento Social sejam enfrentados não só como um problema de ordem policial, mas que o Poder Público vitoriense assuma responsabilidade com políticas sociais permanentes de ensino profissionalizante, emprego, lazer, cultura, esportes e, sobretudo, que a iluminação pública não seja uma pauta apenas nos momentos eleitorais, pois é infraestrutura mínima para garantir a segurança dos moradores e dos policiais.

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