Ceclin
Maio 24, 2012 0 Comentário


Modelo de escolha na gestão escolar gera divergências

Folha PE

O decreto de número 38.103/ 2012, divulgado este mês pela Secretaria de Educação de Pernambuco, foi o principal tema discutido na audiência pública realizada ontem pela Comissão de Educação e Cultura da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). A maioria dos participantes se posicionou contra a nova medida adotada para a escolha dos diretores da rede pública de en­sino. Entre outras questões, a decisão do Poder Executivo determina que os candidatos ao cargo pas­­sem por um curso preparatório.

Para a deputada estadual Teresa Leitão, presidente da Comissão de Educação da Alepe, o decreto recompõe algumas questões, como a existência de alguns diretores temporários. “Mas há alguns pontos que discordamos, como a lista tríplice, pois ela retira da escola a escolha e remete para o governador”, colocou. A lista citada pela parlamentar trata-se das três pessoas mais votadas pela comunidade escolar para ocupar o cargo de gestor e apresentadas ao governador Eduardo Campos, responsável pela escolha definitiva.

A opinião foi compartilhada pela representante do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Pernambuco (Sintepe), Rita de Cássia. Para ela, o decreto traz falhas e contradições, além de ser a evidência de um governo que escuta, mas não dialoga. “A lista tríplice é um golpe na base da democracia porque permite que o escolhido pela comunidade não seja escolhido pelo governo”, pontuou.

A secretária executiva de Gestão da Rede Estadual, Margareth Zaponi, acredita que a mudança trata-se de uma atitude inovadora, estruturada em três etapas: seletiva, consultiva e for­mativa. “A gente acredita que com essas três etapas vamos ter uma formação continuada e gestores mais qualificados”. As sugestões levantas durante a audiência serão levadas para o secretário de Educação, Anderson Go­mes.