• Ceclin
dez 04, 2009 0 Comentário


Ministro anuncia reforço na segurança do Enem

Publicado em 04.12.2009

Em entrevista ao programa de rádio Bom dia, ministro, Fernando Haddad disse que a PM e a PF garantirão a segurança da prova, que será aplicada amanhã e domingo a 4,1 milhões de estudantes
BRASÍLIA – O ministro da Educação, Fernando Haddad, disse ontem em entrevista ao programa de rádio Bom dia, ministro que será reforçada a segurança para a realização do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e, de forma velada, criticou o sistema de contratação das empresas responsáveis pelo exame, por licitação.
Amanhã e domingo, 4,1 milhões de alunos de todo o País farão a prova. Em outubro, o Ministério da Educação (MEC) cancelou o Enem, após suspeita de fraude e de vazamento do conteúdo da prova.
Haddad disse que o processo de licitação não permite que o MEC escolha as empresas responsáveis pela formulação, distribuição e aplicação da prova. “Um dos problemas sérios é quando você é obrigado a licitar, não pode escolher o parceiro. Depois do vazamento, tivemos que fazer um contrato de emergência e pudemos escolher parceiros que têm tradição na gestão do Enem”, afirmou, referindo-se à Cespe, ligada à Universidade de Brasília (UnB), e à Fundação Cesgranrio, que substituíram o Connasel, consórcio que havia vencido a licitação para impressão, distribuição e correção do Enem.

“Cespe e Cesgranrio são as instituições que fizeram o Enem desde sempre, sobretudo desde 2004, quando o exame passou a ter importância maior”, justificou.

Segundo ele, a prova receberá reforços das Polícias Militar (PM) e Federal (PF). Os Correios, segundo ele, fizeram a distribuição das provas com uma logística muito parecida com a que é adotada na distribuição das urnas eletrônicas durante as eleições.
“Além disso, a PF refez todo o fluxo da prova. Desde a saída do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) até os oito mil locais onde o exame será aplicado”, disse.
Fernando Haddad acredita que universidades que suspenderam o uso do Enem em seus processos seletivos devido ao adiamento voltarão a adotar a prova a partir do ano que vem.

DENÚNCIA

O Ministério Público Federal (MPF) deve apresentar nos próximos dias a denúncia contra os envolvidos no vazamento das provas do Enem. O inquérito da PF sobre o caso, que está sendo analisado pelos procuradores do MPF, indiciou Felipe Pradella, o empresário e publicitário Luciano Rodrigues, o DJ Gregory Camillo de Oliveira Craid, Felipe Ribeiro e Marcelo Senna pelo crimes de violação de sigilo funcional.
Pradella, Ribeiro e Sena foram acusados de peculato (uso de função pública para obter bem ou valor). Rodrigues e Craid foram indiciados por quebra de sigilo funcional.
Em depoimento à PF, os cinco admitiram participação no vazamento das provas, mas negaram que pretendiam ganhar dinheiro. Segundo a denúncia, eles tentaram vender a prova por R$ 500 mil para o jornal O Estado de S. Paulo.
(Jornal do Commercio)