Ceclin
jun 08, 2020 0 Comentário


Militarização pode dificultar impeachment, diz Sindsep-PE

Desde que assumiu o governo, o presidente Jair Bolsonaro passou a ser um risco potencial contra a democracia brasileira. Devido a sua incapacidade de governar e como forma de se precaver da possibilidade de impeachment que, naquele momento, já rondava os seus malfeitos, Bolsonaro loteou o  Governo entre integrantes das Forças Armadas Brasileira.

É evidente que se torna muito mais complicado retirar do poder um governo que tem quase 3 mil militares em seu quadro. Hoje, o Congresso possui 35 pedidos de impeachment. Atualmente, o Poder Executivo possui dez ministérios ocupados por militares. Braga Neto (Casa Civil), Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo), Augusto Heleno (GSI), Jorge Oliveira (Secretaria-Geral da Presidência), Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia), Fernando Azevedo e Silva (Defesa), Wagner Rosário (CGU),  Tarcísio Freitas (Infraestrutura), Bento Albuquerque (Minas e Energia) e Eduardo Pazuello (Saúde). Mas além dos ministros e do vice-presidente, o general Hamilton Mourão, o governo possui cerca de 1,5 mil militares  cedidos pelo Exército, 680 cedidos pela Marinha e 622 pela Aeronáutica.

«Os recursos das Forças Armadas são oriundos dos impostos pagos por toda a sociedade brasileira. E esses recursos são destinados aos militares para que eles cumpram um papel institucional de defesa da soberania brasileira diante de outros países. As Forças Armadas não podem ser utilizadas para intervenção política. Nem de partidos de direita, nem de esquerda. Não podemos ter saída para uma crise política e institucional que não seja pela democracia», destacou o coordenador geral do Sindsep, José Carlos de Oliveira.

A militarização do governo, no momento em que a rejeição ao presidente bate recorde e a população vai às ruas, é um alerta forte do autoritarismo. Nos remete a um passado brasileiro de muita violência, desrespeito ao estado de direito, à Constituição e à democracia. Passado que levou o Brasil o abismo social e que não podemos mais aceita-lo de volta. Esse País tem que caminhar para o futuro e não para o passado.

Sindicato dos Servidores Públicos Federais de Pernambuco – SINDSEP-PE