Ceclin
jan 30, 2009 6 Comentários


Mídia e política, mas o povo onde é que fica?

Vivemos hoje em Vitória de Santo Antão um momento tenso no meio jornalístico, antes a oposição ao Governo Querálvares era a rádio dos Lira e Queiroz, hoje torna-se inverso. O grupo do ex-prefeito e atual vereador José Aglailson (PSB), aos poucos vai colocando no ar a TV Vitória (canal 58) que é uma repetidora e tem várias programações locais e nessa volta de funcionamento já começa a instigar o povo contra essa nova gestão do nosso Município, com ferrenhas críticas feitas pelo patriarca das Organizações, que se diz não estar atingindo ninguém, vindo ainda com um discurso totalmente controverso, alegando fatos que levam ao povo estar contra o governo municipal, bem como por fora presenciamos uma emissora de rádio, que ao invés de fazer jornalismo nos seus horários, só sabe elogiar o atual prefeito e ainda critica o governo passado.

O que acontece na verdade é que Vitória possui um ciclo vicioso implantado por esses “coronéis da mídia”, pois o povo não acompanha a diferenciação do que é salutar ou do que é nocivo, vai por quem estar sobre o comando do poder, deixando de lado ideologia, interesse social, dentre outras razões coletivas.

Vemos, portanto, correndo por fora, grandes formadores de opinião que querem contribuir para o desenvolvimento da imprensa local em Vitória, a exemplo de Helder Sóstenes, Lissandro Nascimento, Cláudio Gomes, Melício Oliveira, José Sebastian, Elias Martins, Gazeta do Estado, Marcus Prado e ainda os meios de comunicação na internet como o Infodiversidade, a própria A Voz da Vitória, dentre tantos outros que enriquecem a imprensa interiorana no nosso Estado.

Mas vemos em Vitória de Sto. Antão resquícios de uma política atrasada, de interesses corporativistas e a democracia representativa ficando de lado como sempre. É preciso sempre buscar alternativas nos seios do povo vitoriense, deixar de lado intrigas políticas, direcionando a luta por um único interesse: avançar Vitória colocando essa cidade histórica na rota do desenvolvimento embalado em nosso Estado e País, secundarizando as desavenças.
Essa limitação política sobrevive como um problema geral em nosso País. Não só o desemprego, nem a violência, nem a educação…
É preciso deixar de lado os interesses corporativistas e procurar discutir planos para uma política pública eficiente nos setores da Educação, para Saúde, e a geração de renda.
Um pensamento coletivo de governo e oposição, deixando o revanchismo de lado e pensando no social, pensando nas classes oprimidas que muitas dessas pessoas dependem, por exemplo, de uma Bolsa Família para pôr a feira em casa, ainda termos políticos que dizem que se trata de um instrumento eleitoreiro, talvez sim, sabemos, mais está ou não beneficiando a população mais carente?
Por que a oposição brasileira, isso nos três eixos governamentais não se engajam num projeto social, voltado para o povo das classes pobres do nosso País, aplicando políticas públicas coerentes com a realidade de cada cidadão brasileiro espalhado por esse País continental.
Por Gilberto Júnior,
Presidente da União dos Estudantes Secundaristas da Vitória-UESV, diretor da UJS-PE e correspondente deste Blog.