Ceclin
jan 20, 2010 0 Comentário


Mesa Redonda realiza ciclo de debates abordando Carnaval

Alegorias e Fantasias de Vitória são apresentadas em especial da Rede Globo
O primeiro debate na sexta feira (15) do ciclo de Carnaval, promovido pela Mesa Redonda através da Rádio Tabocas FM (98,5) acontece até a Folia de Momo; recebendo vários convidados para abordar o Carnaval de Pernambuco, sobretudo o da Vitória de Santo Antão, na Zona da Mata.

Na ocasião o Apresentador Lissandro Nascimento recebeu diversos carnavalescos para debater assuntos e aspectos que estão ligados ao Carnaval da Vitória de Santo Antão e de outras cidades do interior do Estado.

Guilherme Pajé, um grande conhecedor do frevo, destacou a importância que existe no ritmo genuinamente pernambucano para o Estado. De acordo com o carnavalesco o frevo é um ritmo derivado da marcha, do maxixe e da capoeira. Surgido no Recife no final do Século XIX, o frevo se caracteriza pelo ritmo extremamente acelerado. Muito executado durante o Carnaval, eram comuns conflitos entre troças de frevos.

A letra do frevo-canção pernambucano tomou o resto do Brasil. Basta dizer que “O teu cabelo não nega”, de 1932, considerada a composição que fixou o estilo da marchinha carnavalesca carioca, é uma adaptação do compositor Lamartine Babo do frevo Mulata, dos pernambucanos irmãos Valença. Essa adaptação também foi citada durante a Mesa Redonda.
A dança do frevo pode ser de duas formas: quando a multidão dança, ou quando passistas realizam os passos mais difíceis, de forma acrobática. O frevo possui mais de 120 passos catalogados.

Pode-se afirmar que o frevo é uma criação de compositores de música ligeira, feita para o carnaval. Os músicos pensavam em dar ao povo mais animação nos folguedos. No decorrer do tempo, a música ganha características próprias acompanhadas por um bailado inconfundível de passos soltos e acrobáticos.

Já o compositor Carlos Almeida, autor de vários hinos de diversas troças carnavalescas disse que é inspirado na cultura vitoriense para compor. A música “Te quero Vitória”, a qual foi gravada por Pierre foi um grande sucesso no carnavais do ano passado, e de acordo com o compositor pode ser uma das mais lembradas também deste ano. Almeida destacou ainda diversos artistas que também lidam com o carnaval vitoriense como João Caverna.

Já falando de Galo da Madrugada, Guilherme Pajé destacou que muitas pessoas falam que o Galo da Madrugada é um Bloco e na verdade trata-se de um Clube. Onde os foliões também têm a oportunidade de conhecer novos intérpretes de Frevo de Pernambuco como: SpokFrevo Orquestra, Alceu Valença, Claudionor Germano, Gustavo Travassos, Almir Rouche, Nena Queiroga, André Rio, entre muitos outros que fazem a voz do frevo contemporâneo acontecer nas Ruas do Recife e do interior.

Na oportunidade foi explicado porque o Município detém uma significativa quantidade de blocos e Troças carnavalescas com os nomes de animais ou bichos, como queira. Contou-se a história dos Clubes tradicionais e sua rivalidade, predominante até anos atrás entre o centenário Leão, Camelo e o Cisne.
Foi analisado os positivos aspectos econômicos que a festa carnavalesca traz para a economia brasileira e da dificuldade atual que as troças tem em desfilar nas ruas e praças. “Antes a coisa era feita com amor, voluntarismo e espontaneidade. Hoje lamentavelmente virou um produto comercial, apesar de ainda haver dirigentes carnavalescos abnegados”, concluíram.

Apresentação: Lissandro Nascimento.
Produção: Jáder Siqueira, Orlando Leite, Cláudio Gomes.
Equipe: Gilberto Júnior, Genilda Alves, Berg Araújo, Emerson Lima.