Ceclin
jun 23, 2017 0 Comentário


Meirelles admite que governo quer reter FGTS para economizar seguro-desemprego

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e Temer (Foto: Beto Barata/Presidência da República)

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e Temer (Foto: Beto Barata/Presidência da República)

Com a medida, segundo o jornal, o saque da conta do FGTS e a multa de 40% previstos não seriam liberados e o pagamento seria parcelado em três meses.

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, admitiu ao jornal Folha de S. Paulo que a equipe econômica do governo Michel Temer (PMDB) está discutindo e elaborando estudos para reter parte do FGTS, o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, de trabalhadores que forem demitidos sem justa causa para economizar no seguro-desemprego.

Com a medida, segundo o jornal, o saque da conta do FGTS e a multa de 40% previstos não seriam liberados e o pagamento seria parcelado em três meses. Só depois desse período – em que os valores mensais seriam correspondentes ao último salário antes da demissão -, o trabalhador poderia solicitar o seguro-desemprego caso não conseguisse outra vaga. Também apenas após três meses poderia retirar o restante do FGTS. Hoje, o fundo pode ser sacado por qualquer pessoa que tenha sido demitida sem justa causa.

Além de admitir a polêmica eventual medida sobre o FGTS, Meirelles voltou a afirmar à Folha de S. Paulo que pode haver uma alta de impostos para compensar a queda na arrecadação. “Se for necessário, fazemos, sim, um aumento”, disse ao jornal. Apesar disso, o ministro enfatizou que não está no radar do governo a alta nos tributos.