• Ceclin
jan 25, 2009 3 Comentários


Manuel Matos executado a tiros

O vice-presidente do PT em Pernambuco, uma das testemunhas da CPI do Extermínio, o advogado Manuel Bezerra Matos Neto, de 44 anos, foi assassinado com dois tiros de espingarda calibre 12 na noite deste sábado (24), em uma casa na praia de Marisco, em Pitimbu, na Paraíba, por volta das 22 horas.

Dois homens encapuzados invadiram a casa, renderam os amigos e parentes do advogado e dispararam dois tiros na vítima. Um atingiu o peito e outra a cabeça.
Os suspeitos fugiram do local sem levar nada.
O corpo de Manuel Bezerra foi encaminhado ao Instituto de Medicina Legal da Paraíba e ainda não foi liberado.

A previsão é que o enterro ocorra no final da tarde deste domingo (25).
O Advogado Manuel Matos foi um militante histórico do PT. Exerceu mandato de vereador na cidade de Itambé, chegou a ser candidato a prefeito daquele município, e acabou desistindo da disputa como candidato a vice-prefeito na última eleição em virtude de disputas internas no PT.
Era ligado politicamente ao Deputado Federal Fernando Ferro (PT).

Militou como advogado dos sindicatos em Vitória de Santo Antão. Chegando a casar-se com a Profa. Alcione Almeida, que em década passada, era a presidente do Sindicato dos Professores da Vitória de Sto. Antão.
Para quem se lembra do caso no último governo do ex-prefeito e finado Dr. Ivo Queiroz, em Vitória, a professora Alcione, esposa de Matos, chegou a se envolver em uma disputa política na passeata dos professores em greve contra o então prefeito Ivo Queiroz. Na confusão daquela passeata, Dr. Ivo chegou a ir aos tapas com a Profa. Alcione, fato de grande repercussão na mídia pernambucana.
Anos após, a Profa. Alcione chegou a se candidatar a vereadora e também a vice-prefeita pelo PT vitoriense com o apoio de Matos, apesar de boa votação não conseguiu sua eleição. Indo morar definitivamente com Manuel Matos em Itambé (agreste de Pernambuco).

Em anos anteriores Manuel Matos chegou a ter a proteção da Secretaria de Defesa Social do Governo do Estado, diante das ameaças de morte que o mesmo sofria. Dois policiais faziam sua segurança à época, 24 h. por dia, apesar de sempre se mostrar arredio as ameaças constantes que lhe faziam, ele chegou depois a dispensar esta proteção.


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por Lissandro Nascimento.