Ceclin
dez 11, 2008 0 Comentário


Manifestantes pedem cassação

CLARICE COSTA

GRAVATÁ – Ontem, cerca de 500 pessoas marcaram presença nas proximidades do Fórum Municipal neste município para pedir a cassação do registro do prefeito eleito, Ozano Brito (PSDB), acusado de suposta “compra de votos”, durante sua campanha à Prefeitura da cidade. “Uma manifestação legítima das pessoas da cidade que querem ver o caso resolvido”, afirmou o advogado de acusação, Célio Avelino. Os manifestantes tiveram que se manter a uma distância de mais de 200 metros do Fórum, por solicitação da juíza Laura Brennand. “Solicitei à polícia que mantivesse as pessoas a um distância segura, mas não determinei que fosse a 200 metros”, explicou a magistrada.

Estava marcada para ontem a audiência que tomaria o depoimento de testemunhas das irregularidades, envolvendo a candidatura de Ozano. No entanto, atendendo a um requerimento da promotora de Justiça, Fernanda Nóbrega, a juíza adiou as ouvidas para o próximo dia 23. O conteúdo de gravações que comprovariam as irregularidades da campanha foi divulgado no Blog do jornalista Cláudio Castanha. Nas gravações, o coordenador de campanha, Eduardo Caçapa, afirma como conseguiu angariar votos para o seu assessorado. Em trecho publicado no Blog, ele diz: “Comprei cem real de maconha pra dar (sic). Tudo que você imaginar eu fiz. Tudo”, afirmou. Em outro trecho, ele diz ter dado R$ 80 a um pescador para compra de uma tarrafa (rede de pesca) em troca de voto.
As ouvidas das testemunhas indicadas pelo atual prefeito Joaquim Neto (PSDB), ficou marcada para o dia 23, às 9h. Neto indicou como testemunhas os secretários de Meio Ambiente, Arão Filho, e de Administração, Paula Gama; o funcionário da Secretaria de Saúde, Cosme Carrilho; a procuradora do município, Maria Divânia Lins; e a chefe de Gabinete, Etiane Paceli. “A promotora fez a solicitação e o próprio advogado também, e eu atendi”, disse Laura Brennand

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(Folha de Pernambuco).