Ceclin
fev 24, 2011 3 Comentários


Mais uma Sessão sem o comando do presidente na Câmara da Vitória

por Josimar Cavalcanti



Show de paciência e certo amadorismo irritaram alguns parlamentares da Casa Diogo de Braga na Sessão dessa terça-feira (22). A começar pelo atraso de vinte minutos do início da Plenária, devido ao atraso daquele que deveria ser o primeiro a chegar, o presidente da Câmara, José Aglaílson (PSB), que chegou precisamente às 20h20, gerando antes um desabafo irritado entre os vereadores Geraldo Enfermeiro e Dr. Saulo (ambos do PSB), do qual Geraldo lembrou que a tolerância é de quinze minutos conforme o Regimento Interno da Casa.


A ausência nesta Sessão ficou por conta apenas do 1º Secretário Sylvio Gouveia (PSB), pelo qual o 2º Secretário Novo da Banca (PSB) assumiu suas funções nesta noite. Sendo mais um teste de paciência entre os parlamentares, onde o pequeno expediente que faz a leitura da ata anterior e informa os documentos recebidos pela Câmara durou precisamente 40 minutos. Não satisfeito, Geraldo Enfermeiro solicitou do vereador Novo a leitura de um ofício encaminhado à presidência que passou sem maiores detalhes na apresentação, aumentando ainda mais a apreensão na Sessão que já começara enfadonha, fazendo até Mano Holanda retirar-se.

Em um discurso ufanista, o presidente José Aglaílson foi o primeiro a falar. Contou que fez uma visita à Ordem das Irmãs que moram no Engenho Bento Velho, aproveitando para denunciar o estado precário em que se encontra a Igreja secular com intensas rachaduras.
Porém, todos sabem que isso acontece devido as explosões da Pedreira Vitória instalada nas proximidades do Engenho, pertencente ao vereador de Pombos, Genário da Pedreira (PSB), que inclusive teve autorização para funcionar quando este era prefeito da cidade. Sendo alvo inclusive de questionamentos do Ministério Público de Pernambuco.

Aglaílson denunciou mais uma vez a situação da Casa da Criança, que segundo ele está desassistida por parte do poder público local. Lamentou-se pelo fato de está sendo taxado de “Ficha Suja”, defendendo-se de que se ele o é, o atual prefeito também seria.
Em um discurso penoso e ufanista, o presidente da Casa vangloriou-se em afirmar que os historiadores escreverão que ele foi “o melhor prefeito que Vitória já teve”. Afirmou dissimuladamente que ele não usa do expediente de agressão física e caluniosa nas eleições que disputou.
Provando mais uma vez que prefere ser Prefeito ao invés de ser vereador, abandonou a Sessão passando a presidência para Dr. Saulo, justificando-se que precisava visitar seu filho que se encontrava internado no Hospital Real Português, em Recife, com problemas nos rins.

Voltando a atacar a gestão de Mano Holanda enquanto esteve presidente da Câmara, Geraldo Enfermeiro reclamou das péssimas condições dos gabinetes, lembrando que a reforma têm consumido altas verbas que não estão sendo apreciadas pelo Plenário da Casa, cobra da Mesa o inventário da gestão de Mano e considera um absurdo uma reforma que compromete, segundo ele, o prédio histórico tombado pelo IPHAN. “Mano Holanda é um galo cego e que comia nas mãos do Prefeito”, ironizou Geraldo.

Geraldo Enfermeiro denunciou que a Prefeitura da Vitória têm incentivado aos moradores para doar sacos de cimento para a pavimentação das ruas, em troca o prefeito entraria com a mão de obra. “Esta proposta foi feita aos meus vizinhos, próximo ao AABB, que inclusive esta rua encontra-se calçada nos registros do poder público”, assegurou. Cobrando, mais uma vez, a presença do Secretário de Planejamento, Sr. Barbosa, para explicar uma série de questões levantadas pelo mesmo.

Irritado com o tempo regimental extrapolado por Geraldo, Pedro Queiroz (PPS) pede o cumprimento do Regimento Interno, inclusive quanto ao tempo definido para os apartes dos colegas.
Queiroz cobrou explicações da Mesa quanto ao fato de membros que a compõe fazerem parte das Comissões da Casa, pois segundo ele, fere as regras do Regimento, pelo qual obteve o compromisso do presidente em exercício para uma posterior explicação quanto ao fato.

Baseado em um ofício enviado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE), que recomenda a Câmara formar uma comissão de técnicos para fazer uma auditoria nas construções das empresas que se instalam na cidade, Pedro Queiroz questionou a competência da Câmara para avaliar obras privadas, que segundo ele não detém, sendo apoiado nesta questão por André de Bau (PMN). Em aparte, Geraldo alegou que a Câmara têm plena competência em fazê-lo, lembrando que a Mesa anterior pagou cerca de R$ 70 mil em auditoria nas suas contas, na época que este era presidente.
Queiroz lembra que o Poder Público local têm a prerrogativa de cobrar o andamento das obras das empresas que receberam as doações de terrenos públicos para as suas instalações.

Reclamando que a Mesa não procura encaminhar oficialmente suas denúncias aos órgãos competentes, Geraldo Enfermeiro lamentou o fato do presidente em exercício, Dr. Saulo, querer fazê-lo verbalmente. “Quero que esta Casa encaminhe as denúncias para que obtenha a resposta de quem seja competente para respondê-las”, resignou-se.

Retirando-se irritado do Plenário, pois não queria ouvir, segundo ele, mais “besteiras”, Geraldo Enfermeiro dirigiu-se a este Correspondente questionando por que estava sendo bastante fotografado. Depois pediu vistas do projeto a seguir, não sendo atendido pela Mesa.

Dos projetos em discussão, o que muda o nome de uma rua para Profa. Lenira Santos, foi questionado que não era justo retirar o nome de uma rua tradicional, sobretudo de uma figura histórica, quando havia outras ruas que poderiam ser batizadas. Segundo o projeto de Lei, este retira o nome da Rua Antonio Dias Cardoso (Matriz), que será substituído pelo o nome da homenageada.
Foi sugerido no Plenário a elaboração de um projeto de Lei impedindo o uso da nomenclatura “Faculdade” para escolas de ensino primário e médio, visto que o nome Faculdade se aplica apenas às instituições de ensino superior.



por Josimar Cavalcanti,
Correspondente do Blog.



CONFIRA AS FOTOS…


Vereador topless: “André de Bau paga cueca!”


Lustre no Centro do Plenário está vulnerável: “Cai, mas não Cai!”


“Um estranho no ninho”: O que faz Lívio Amorim (centro) na Mesa da Câmara?


Geraldo retira-se do Plenário: “Meu ouvido não é penico”.



Até a próxima Sessão…