Ceclin
mar 23, 2009 1 Comentário


Lula inaugura linha do metrô e fábrica da Sadia

Publicado em 23.03.2009

Presidente chega hoje pela manhã no Recife, de onde segue para Vitória de Santo Antão, para inaugurar a primeira fábrica da Sadia no Nordeste

Renato Lima

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chega hoje cedo ao Recife para dois compromissos. Na parte da manhã participa da inauguração da fábrica de embutidos da Sadia, um investimento privado de R$ 300 milhões em Vitória de Santo Antão. Às 13h volta para o Recife e inaugura a linha Sul do metrô, obra que se arrasta há 11 anos. Estão previstos discursos tanto em Vitória quanto na estação Cajueiro Seco. Os ministros Dilma Rousseff, da Casa Civil, Sérgio Rezende, da Ciência e Tecnologia, Márcio Fortes, das Cidades, Reinhold Stephanes, da Agricultura e Franklin Martins, da Comunicação Social, são esperados para compor a comitiva mas até ontem a noite não estavam confirmados.
O presidente partirá às 7h de São Paulo, onde passou o final de semana, para a base aérea do Recife, chegando 9h50. De lá segue de helicóptero para Vitória, para participar da inauguração da fábrica de embutidos da Sadia, a primeira unidade fabril da empresa no Nordeste. Lula e executivos da Sadia, incluindo o ex-ministro do Desenvolvimento Luiz Fernando Furlan, vão percorrer a fábrica. No local foi montado um palanque para que o presidente discurse para um público composto pela população de Vitória e região.
De lá, Lula retorna de helicóptero para a base aérea e toma um trem do metrô, num percurso de 6,7 km, da Estação Aeroporto até a estação Cajueiro Seco, onde deve parar para mais um discurso. Após as 15h, a comitiva presidencial segue para Salvador, onde ocorrerá uma mostra sobre desenvolvimento regional. No percurso do metrô serão inauguradas as estações Aeroporto, Porta Larga, Montes dos Guararapes e Prazeres. O PAC destinou R$ 392,2 milhões para obras do metrô no Recife.
Após a linha Sul, a CBTU e o governo do Estado trabalham na integração com o sistema de ônibus e o transporte até o Cabo de Santo Agostinho, próximo da enorme demanda de transporte criada pelos investimentos em Suape. De Cajueiro Seco até o Cabo o passageiro poderá se deslocar em um Veículo Leve sob Trilhos (VLT), que já foi licitado e deve iniciar a operação em setembro de 2010. A CBTU também terá que recuperar a linha férrea que existe hoje até o Cabo. Com a compra de sete VLTs e a recuperação do trecho serão investidos R$ 138,8 milhões.
A CBTU também repassará R$ 49,6 milhões para a construção, por parte do Consórcio Grande Recife, de seis terminais de integração e um viaduto. As obras nas estações Joana Bezerra, Largo da Paz, Tancredo Neves e Cajueiro Seco serão licitadas em abril. Em junho, será a vez de licitar a integração das estações Aeroporto e Prazeres. “Esses recursos já estão no caixa e não sofrerão contigenciamento”, prometeu o presidente da CBTU, Elionaldo Magalhães. Ele também prometeu que até março de 2010 todos os 25 trens do metrô do Recife estarão climatizados. A CBTU colocará 14 trens para servir a linha Centro e sete para a Sul. Outros quatro equipamentos ficarão disponíveis para serem usados em momentos de pico ou para substituir algum trem em manutenção. A previsão é que com a nova linha o metrô saia dos 190 mil passageiros por dia para 260 mil.
A obra da linha Sul teve início ainda em 1998. Nesses 11 anos de trabalho, com interrupções de obras e contigenciamento de verbas, o atual presidente da CBTU estima que foram gastos no total R$ 944,9 milhões.
O fato de o metrô fazer parte do PAC é a desculpa usada pelo governo para a presença da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, que vem tendo o seu nome trabalhado para sucessão de Lula. O presidente da CBTU fez questão de citar o nome da ministra e tentar passar uma imagem de boa gerente. “A gente tem reuniões constantes na Casa Civil e Dilma sempre cobra a conclusão das obras do metrô do PAC”, afirmou.
Mesmo com a conclusão do trecho Sul, a CBTU ainda espera que o serviço opere com um elevado déficit – diferença entre a receita cobrada e os custos de operação. Hoje, para o transporte de cerca de 50 milhões de passageiros por ano, a União entra com um subsídio direto de R$ 106 milhões por ano. “Tudo indica que esse número terá uma pequena diminuição”, avaliou Magalhães.
(Jornal do Commercio).
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