Ceclin
Maio 11, 2017 0 Comentário


Líder do PSOL Vitória atesta que a gestão de Aglailson tem pleno caráter eleitoreiro

André Carvalho PSol Vitória

O líder de maior exponencial do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) em Vitória de Santo Antão, o estudante André Carvalho de Moura, de 29 anos, fez uma análise pertinente em seu perfil no Facebook quanto a gestão do atual prefeito Aglailson Júnior (PSB), na Prefeitura de Vitória.

André Carvalho ficou entre os primeiros candidatos a vereador mais votados no último pleito, alcançando 1.990 votos, porém em virtude de sua coligação não ter alcançado o número suficiente de votos para garantir uma vaga na Câmara, acabou não sendo eleito. O jovem é um dos líderes do Movimento #RegulaBusão que tem cobrado a manutenção dos serviços de deslocamento de universitários até a capital pernambucana, prestação de serviço que tudo indica foi abandonado pela gestão do ‘socialista’. Inclusive um novo protesto foi marcado para o próximo dia 20 quando farão um Ato pelo transporte universitário.

CONFIRA o texto a seguir…

“André você está criticando demais a prefeitura”

Tenho sido questionado em relação às críticas que tenho feito à gestão atual. Eventualmente várias pessoas dizem que eu estaria “mais perdendo do que ganhando” com isso.
Ora, meus excessos e minhas incoerências devem ser apontados! Agradeço por isso! Contudo, prossigo. Leiam até o final, por favor.

O que tenho falado sobre a prefeitura, até o momento, tenho arrependimento 0. Ora, me ancoro em fatos e não em paixões:

1 – A gestão executa ataques sistemáticos aos seus adversários (nos moldes da lei, até onde eu sei, o que é positivo com respeito ao Estado de Direito), enquanto os amigos da gestão não sofrem as mesmas consequências.

2 – Indícios, segundo denúncias de Elias Martins, de que os recursos estão vindo, em maior e menor medida, normalmente para o fundo municipal. De modo que, caso Martins esteja correto, o prefeito está represando recursos para com uma mão desgastar a gestão anterior (com razão, Elias é culpado de muitos de nossos problemas, assim como seu antecessor Aglailson) e com a outra tentar “marcar a gestão” em período eleitoral.

3 – Autocracia, no sentido de que os secretários precisam pedir “benção” ao prefeito antes de tomar qualquer decisão maior em suas pastas. Isso não é moderno na administração pública, é provinciano.

4 – No que tange o transporte universitário há várias mentiras: Anunciaram que o transporte havia sido leiloado, enquanto ele circula na cidade (é positivo, já que atende demandas municipais, mas é negativo com relação à má-fé no tratamento dos estudantes universitários); depois o prefeito anuncia na rádio que o transporte está garantido, mas não estabelece prazos precisos (ou seja, se ele não estipula um prazo é porque ele espera uma viabilidade política e não orçamentária para colocar o transporte em circulação, ora, 2018 é perfeito pra isso); solicitaram um cadastramento inócuo de carteirinhas, que só serviram para protelar a cobrança dos estudantes).

5 – Diante disso tudo, a pré-campanha do seu filho começou imediatamente após as eleições. Ou seja, o prefeito já sinalizou qual sua prioridade de governo.

6 – A gestão ainda articulou um aumento no salário dos secretários, prefeito e vice (ainda na gestão de Elias, mas quando Aglailson já tinha maioria na Câmara), que vai onerar em R$ 3 milhões, nos próximos 4 anos, o orçamento público. Fez isso e depois disse que a prefeitura estava sem dinheiro!

Deste modo, para mim está claro que a máquina pública só vai trabalhar em 2018, nas eleições. Assim, se ao apontar minhas críticas, ancoradas em fatos, eu estou “mais perdendo que ganhando”, então me reservo um saldo semelhante àquele de Bras Cubas :

“Somadas umas coisas e outras, qualquer pessoa imaginará que não houve míngua nem sobra, e conseguintemente que saí quite com a vida. E imaginará mal; porque ao chegar a este outro lado do mistério, achei-me com um pequeno saldo, que é a derradeira negativa deste capítulo de negativas: […] não transmiti a nenhuma criatura o legado da nossa miséria.”

Não vou transmitir a nenhuma criatura (peço licença a Machado para uma interpretação diversa) o legado de nossa miséria, não vou falar apenas coisas que me convém. Ajo de acordo com minha consciência e em acordo com os coletivos que participo.

Aos demais, não se enganem com a gestão atual. Vitória tem história, é só olhar para trás (como tem feito o Blogueiro Cristiano Pilako) e verá que estamos vendo a mesma farsa de sempre (e que Elias Lira foi o mais hábil em manobrá-la): os políticos colocam todas as mazelas da administração pública na gestão anterior, para forjar “joaquins” e “aglailsons” no período eleitoral.

Quem quiser que se iluda”.

 

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