Ceclin
mar 19, 2011 1 Comentário


Leitor do Blog alerta quanto a mão de obra barata da indústria do carnaval vitoriense

por Walter Vieira

Enquanto o trio elétrico faz o som

“Desde que os trios incorporaram ao carnaval vitoriense surgiu um dilema: como fazer o bom ser bom de fato?
O carnaval vitoriense é manipulado por meia dúzia de empresários da indústria carnavalesca. De fato as pessoas que gostam de carnaval de kit e pagam caro por isso, as palavras acima soam como ofensivas ou mesmo criminosas diante do real – um verdadeiro carnaval de omitir o verdadeiro interesse.

Este ano tive a oportunidade de acompanhar de perto a vida das pessoas que ficam segurando corda enquanto o trio faz o som e diverte a multidão que pagou. Dezenas de pessoas ficam levando gritos e destrato de alguns indivíduos com patente de “general da corda”. Pessoas que trabalham sem condições apropriadas, sem alimentação e sem água de boa qualidade ou mesmo um processo adequado de higiene.

Enquanto o trio da madrugada não sai fica uma multidão nas ruas transversais da Praça da Matriz e do Livramento pedindo água e alimento de porta em porta. Quem é cordeiro no período de carnaval e mora longe não têm como ir a sua residência e voltar a tempo de se cadastrar para prestar serviço para outro bloco.

Se ver senhores e senhoras de idade, jovens e pais de família fazendo um percurso do carnaval para ganhar em torno R$ 14,00 por percurso, sem direito a quase nada, ou seja direito a uma água servida em um recipiente com o mesmo copo para todos e com uma água de qualidade duvidosa.

Pessoas humildes sendo exploradas pela indústria do carnaval vitoriense ou melhor por um pequeno grupo de pessoas que fazem do carnaval uma forma de ganhar dinheiro”.

Por Walter Vieira,
do O Grito da Juventude.