Ceclin
abr 14, 2009 0 Comentário


Lei do Esporte ganha uma luz para sair do papel

Publicado em 14.04.2009

Sesi promete disponibilizar estrutura para ajudar empresa a investir no desporto local
Ao fim do seminário sobre a Lei de Incentivo ao Esporte, realizado ontem, no auditório da Fiepe, a sensação do público, formado por empresários, dirigentes esportivos e atletas, era de que havia uma luz no fim do túnel, no que refere ao funcionamento da ferramenta que deduz imposto de pessoas físicas (6%) e jurídicas (1%) interessadas em investir no esporte. Numa iniciativa inédita, o Sesi, em parceria com a secretaria de Esportes de Pernambuco, disponibilizará técnicos e infraestrutura para empresas que se interessem em ajudar o desporto local. O ministro dos Esportes, Orlando Silva, exaltou a medida, que deve ser extensiva a outros Estados.
Sancionada no fim de 2006, a lei foi criada para ser um mecanismo de captação de recursos para beneficiar clubes e atletas. Rígida e complicada por envolver um tributo federal importante, nos últimos dois anos poucos foram os beneficiados – por desconhecimento ou comodismo –, já que é necessário montar um projeto detalhado para obter ganhos. Até o momento, R$ 132 milhões de uma quantia estimada em R$ 1 bilhão foram liberados, notadamente no Sul/Sudeste. Em 2007, oito Estados enviaram propostas – sete conseguiram aprovação. Em 2008, 18 Estados se candidataram, mas só oito lograram êxito.
“Seremos o elo entre as indústrias que se candidatarem a dispor da lei para ajudar o esporte. Qualquer uma pode nos procurar. Teremos uma estrutura e todo um corpo técnico apto à formatação de projetos”, afirma o analista de lazer e esporte do Sesi, Fernando Medeiros. “Algumas empresas contribuem pagando. Imagine como será ajudar com dedução de 1% do Imposto de Renda? Não tenho dúvida de que muitos vão procurar o Sesi para elaborar projetos”, vaticina.
Os projetos podem atender não só os atletas de alto rendimento, como iniciativas voltadas ao esporte de lazer, educacional, base e participação. “Essa é uma das principais políticas do Brasil. E tenho certeza de que acarretará uma onda de investimentos não só em Pernambuco, como em todo o País”, afirmou o secretário de esportes do Estado, George Braga.
Se a reunião alinhou os pontos no sentido empresas/governo federal, um mês atrás, George Braga manteve conversas com dirigentes de federações locais para oferecer o mesmo serviço às entidades esportivas, desejosas de buscar verbas na iniciativa privada. “Essa iniciativa da secretaria é essencial para que a lei seja melhor utilizada pelos clubes e associações. Acho que só assim, com um apoio efetivo de gente especializada, a lei funcionará como queremos”, elogiou o ministro Orlando Silva.
(Jornal do Commercio).

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