• Ceclin
ago 08, 2019 0 Comentário


Justiça mantém prisão da ex-prefeita de Gameleira

prefeita de Gameleira, Yeda Augusta Santos de OliveiraApós audiência de custódia, realizada na manhã desta quinta-feira (08/8), a Justiça decidiu manter a prisão dos suspeitos presos na Operação Carta Marcada, que aconteceu no município de Gameleira,  na Mata Sul do Estado, onde foram cumpridos nove mandados de prisão, sendo uma preventiva e oito temporárias, além de 11 mandados de busca e apreensão domiciliar, expedidos pela Vara Criminal da Comarca da cidade.

O Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Draco) cumpriu os mandados de prisão temporária e mandados de busca e apreensão domiciliar na Mata Sul de Pernambuco na quarta-feira (7). As operações aconteceram de forma simultânea para combater uma organização criminosa envolvida com fraude à licitação e lavagem de dinheiro.

De acordo com a Polícia Civil, o líder da organização, Geraldo Gonçalves de Melo, articulava as fraudes licitatórias. Ele foi indiciado por fraude em licitação, organização criminosa, lavagem de dinheiro e peculato. Além dele, devem responder pelos mesmos crimes Andreia Lúcia de Freitas Peixoto, Yara Freitas de Melo, Amanda Lúcia Gonçalves de Melo, (Ex-prefeita) Yeda Augusta Santos de Oliveira, Daniel Fernandes Soathman, José Ivanilson da Silva, Maura Cavalcanti de Morais e Fábio Luiz Cavalcanti de Morais.

Segundo a Delegada Isabela Veras, do Departamento de Repressão ao Crime Organizado (Draco), na Operação deflagrada em Gameleira, os suspeitos atuavam com a modalidade chamada de “pregão presencial” – que acontece quando as empresas são contratadas para prestar serviços de assessoria jurídica, técnica e contábil -. No entanto, foi constatado que tais empresas não possuíam contador e técnico contábil e que eram empresas fantasmas.

“Essas empresas atuaram até a deflagração da operação, quando os juízos decretaram a suspensão das atividades da empresa e proibição de contratar com o poder público para que não sejam lesionados ainda mais os cofres públicos”, contou. Ainda de acordo com Isabela, até o momento foram contabilizados R$ 650 mil em contratos, além da lavagem de dinheiro, na qual o prejuízo ainda está indefinido.

Os investigados sofreram bloqueio judicial de bens e contas bancárias. Documentos, aparelhos eletrônicos e veículos foram apreendidos para evitar que as empresas investigadas continuassem sendo contratadas por órgãos públicos. O grupo atuava em diversos municípios da Região Metropolitana do Recife, como São Lourenço da Mata, Jaboatão dos Guararapes, como também nas cidades de Tamandaré, Escada e Ribeirão.

A investigação começou em dezembro de 2018. Duas empresas falsas eram usadas pelo grupo para a prática de crimes licitatórios. A Polícia descobriu que Geraldo Gonçalves articulava as fraudes nas licitações de contratos com diferentes prefeituras, tanto como pessoa física, como através de duas empresas falsas: Conasp e ASMPLAMUL. No endereço informado da empresa de fachada Conasp funciona um consultório odontológico e na localização da ASMPLAMUL está, na verdade, uma galeria onde funcionam diferentes lojas.

A outra Operação, Sequência Real, ocorreu no município de Amaraji, onde foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão domiciliar. As investigações referentes a essa operação começaram no último mês de maio. O grupo investigado fraudava procedimentos licitatórios que apontavam como vencedor o advogado José Taveira de Souza. Neste esquema, Geraldo Gonçalves também foi apontado como líder.

com informações DP e JC