Sydney Mamede
fev 03, 2010 0 Comentário


Julgamento do prefeito de Serrita é suspenso de novo

Publicado em 03.02.2010

O julgamento da ação contra o prefeito de Serrita (PMDB), Carlos Cecílio (PMDB), foi mais uma vez suspenso por causa de um pedido de vista e só será retomado no dia 23 deste mês. O desembargador Francisco Julião votou a favor do prefeito, discordando do voto do relator Francisco de Queiroz Cavalcanti. O magistrado avaliou que as provas colhidas não são suficientes para comprovar a “efetivação” da compra de voto, motivo pelo qual Cecílio foi cassado em primeira instância.

Em seguida, o desembargador Saulo Fabianne pediu vista e prometeu o voto para o próximo dia 11, mas o desembargador substituto Ricardo Correia avisou que não estará presente à sessão, o que empurrou a ação para depois do Carnaval. Processos contra prefeitos só podem ser votados com as sete cadeiras do pleno ocupadas. O andamento da ação contra o prefeito de Serrita já foi suspenso cinco vezes, sempre por pedido de vista ou falta de quórum.

No meio da sessão, o presidente Roberto Ferreira Lins decidiu suspender os julgamentos, alegando um “compromisso inadiável”, o que irritou o advogado João Pereira, responsável pela defesa do PTN e PDT numa ação contra o prefeito de Paulista, Yves Ribeiro (PSB). Ele apontou “má vontade” em votar a ação que pede a cassação do mandato por causa das sucessivas mudanças de domicílio eleitoral, o que rendeu a Yves o apelido de “prefeito itinerante”. Ele disse que o processo está no TRE há dez meses e sofreu quatro adiamentos. “Só quero que julgue”, reclamou.

Na última segunda, o tribunal, por unanimidade, isentou Yves em um processo semelhante, movido pelo ex-prefeito Antônio Speck (PTB). Outro petebista derrotado foi Bruno Martiniano, segundo colocado na disputa pela Prefeitura de Gravatá (Agreste). O TRE avaliou como inconsistentes as provas de suposta compra de voto por parte do prefeito Ozano Brito (PSDB).

(Jornal do Commercio).