Ceclin
dez 14, 2011 0 Comentário


Josildo Sá fala no A Voz da Vitória sobre o seu novo CD e DVD

O cantor pernambucano Josildo Sá coloca o gênero difundido por Luiz Gonzaga na boa companhia do frevo. Disco chega às lojas do País pela Microservice. Com os 2 produtos, Josildo Sá  lança de uma só vez agora no final do ano: CD e DVD Samba de Latada ao vivo, com Paulo Moura; e CD Tem frevo na Latada.

Em entrevista ao vivo por telefone na manhã desta quarta feira (14), no Programa A VOZ DA VITÓRIA, pela Rádio Tabocas FM (98,5), Josildo Sá conversa com Lissandro Nascimento sobre esse novo duplo trabalho.

 Gravado no Recife em setembro de 2011, Tem frevo na latada chega às lojas pela Microservice em período pré-carnavalesco. Pontua a homenagem do pernambucano Josildo Sá ao Rei do Baião, Luiz Gonzaga, cujo centenário é completado em 13 de dezembro de 2012. Josildo, natural de Floresta, criado em Tacaratu, ambas cidades do Sertão de Pernambuco, arrumou no frevo a fonte de inspiração para reverenciar o maior ícone da música nordestina no país.

Com uma trajetória de mais de 15 anos dedicado ao resgate do Samba de Latada* (*gênero sertanejo que une a sanfona, triângulo e zambumba aos banjos, violões e instrumentos de sopro), Josildo havia interpretado em público apenas um frevo na vida. Foi convidado a defender Frevo das Rosas, dos sertanejos Kléber Araújo e Josias Limas, no Festival de Música Carnavalesca do Recife de 2010. Levou o terceiro lugar. E gostou da folia.

Agora, Josildo Sá vem com seu terceiro disco, explorando um gênero que mostra ter força para fugir da sazonalidade e tradicionalismos. O frevo, um dos ritmos mais difíceis de serem executados no mundo e que forma apreciados instrumentistas de sopro do país, junta-se à festa da latada, com sanfona e Luiz Gonzaga.

Um dos maiores nomes da história da música brasileira, com trânsito livre entre o popular e o erudito, Paulo Moura (1932/2010), quis o destino, conheceu, por acaso, Josildo Sá, em 2004: “Fomos apresentados por um amigo publicitário, Jorge Hopper. Depois, ele veio tocar aqui no Recife, e Jorge me perguntou se eu podia ser cicerone de Paulo Moura e de sua mulher. Foi aí que estreitamos amizade. Numa dessas saídas nossas, eu coloquei meu primeiro disco, Virado num paletó véio no toca-CD do carro, e ele disse ter gostado muito. Coloquei Coreto, meu segundo disco, ele fez algumas observações, comentou sobre faixas que poderiam ser melhoradas. Me disse que quando fosse gravar novamente, eu poderia contar com ele”.

É um disco para fazer dançar. Seja cruzando as pernas no passo da tesoura ou num forrozinho danado de bom. Ou dos dois jeitos. Você escolhe.