Ceclin
set 14, 2009 2 Comentários


Jogo eleitoral

Por Hely Ferreira

Há muita expectativa em relação às eleições do próximo ano, principalmente, no que tange, ao quadro sucessório do Planalto Central. Motivado pelo Mensalão que atacou de forma feroz os principais nomes do Partido dos Trabalhadores com reais chances de vitória, o Presidente Luis Inácio Lula da Silva teve que fabricar um candidato para o pleito de 2010. Sendo assim, a candidatura da Senhora Dilma tornou-se viável pela falta de quadros expressivos e não por um desejo natural do presidente.

A possível candidata do atual presidente carregará consigo o ônus e o bônus de ser apoiada por ele. Em relação ao lado favorável, encontra-se a popularidade do Chefe do poder executivo federal que certamente não medirá esforços para que Senhora Dilma seja vitoriosa. Entretanto, sobre si pesará uma cruz bastante pesada, pois, terá a difícil missão de transferir dividendos eleitorais, já que a mesma é neófito em eleições. Talvez seja o motivo pelo qual, o presidente de forma velada corrobora com a possível candidatura do deputado Ciro Gomes vislumbrando uma fenda profunda fenda, onde acredita que o atual governo será o único beneficiado.
Fazer prognóstico para o cenário político do próximo ano na atual conjuntura tem mais relação com projeciologia que com trabalho científico. Mas permanecendo o quadro atual, não se deve menosprezar a força do Senhor Lula.
Recheado de populismo e carregado de políticas compensatórias, qualquer candidato por mais desconhecido que seja obtendo sua “benção” parte com reais chances de vitória. Resta saber, se a popularidade do presidente será suficiente para eleger o seu sucessor.
Outro problema que se fará presente na agenda do candidato palaciano é o continuísmo, algo que será bastante explorado, já que em um regime que se diz democrático torna-se necessário a alternância do poder produzindo a oxigenação eleitoral, algo que ocorre através do voto.
O maior problema da oposição está na construção de um discurso que tenha aceitação por parte do eleitor. Paira uma grande interrogação: como criticar um governo que goza de um alto índice de aceitação?

Por Hely Ferreira,
Cientista Politico