Ceclin
out 26, 2014 0 Comentário


JC reconhece que prédio da Estação em Vitória é subutilizado

A antiga Estação Ferroviária abriga atualmente a Agência do Trabalho e a Secretaria de Cultura, Turismo e Esportes da Prefeitura da Vitória de Santo Antão

A série de reportagens que o Jornal do Commercio tem publicado nos últimos sábados com inúmeros documentários do “Pernambuco fora dos trilhos”, tem abordado o patrimônio ferroviário de Pernambuco e trouxe, neste Sábado (25/10), antigas estações de trem nas áreas urbanas e rurais de municípios da Zona da Mata. Em Vitória de Santo Antão, precisamente destinada como Linha Tronco Centro, tem-se a Estação da cidade, que abriga a Agência do Trabalho e a Secretaria de Cultura, Turismo e Esportes da Prefeitura Municipal. O antigo armazém, por trás do prédio, está fechado.

A reportagem do JC constatou que há uma parada de ônibus, fiteiros e barracas para vendas de lanches e acessórios de bicicleta, além de lavadores de carros que foram instalados rentes à parede lateral do galpão.

“A giratória do trem foi aterrada e fizeram uma praça em cima”, lamentou o aposentado José Ferreira de Araújo, 78 anos, na reportagem do JC. Morador de Vitória e ambulante no Recife, na juventude, ele se deslocava de uma cidade a outra nos trilhos. “Deviam reativar, é um transporte seguro”, disse.

Lamentavelmente, a reportagem do Jornal do Commercio deste sábado apenas constatou o que o bom cidadão vitoriense já sabe desde que o ex prefeito de Vitória, José Aglailson (PSB), dilapidou o patrimônio ferroviário vitoriense. O ex gestor mandou invadir propriedades, cedeu o terreno da RFFSA a comerciantes e aliados políticos, arrancou os trilhos que até hoje não se sabe o seu destino e escandalizou a crescente ‘desordem urbana’ na via férrea. O caso até hoje se encontra nas mãos da Justiça Federal, após a antiga RFFSA interpelar pela devolução do seu patrimônio.

Por sua vez, o atual prefeito Elias Lira (PSD) endossou este descalabro com o patrimônio cultural vitoriense, transformando a Estação Ferroviária de Vitória em um anexo da Prefeitura. Destinou para lá, a Secretaria de Cultura, Turismo e Esporte que se transformou em exemplo de ‘cabide de empregos’. Na verdade, a Secretaria que se encontra naquela Estação é uma extensão do Plano de Cargos, Carreira e Vencimentos (kkkkkkk) dos funcionários da FACOL. Apesar da pasta deter em seu orçamento a cifra de mais de 06 milhões de Reais, não se há nela nenhuma política cultural e turística reconhecidamente legítima e que, infelizmente, se transformou numa “Diretoria de Eventos”. Não esquecendo de mencionar o fato de que esta pasta terminou de acabar com outro patrimônio vitoriense – o nosso Monte das Tabocas.

Vamos torcer para que este reconhecimento do JC surta efeitos, sobretudo, junto ao Ministério Público local para que tome as providências que lhe cabe, deixando sua postura do “morde e assopra” e não resolve nada.