Ceclin
mar 22, 2010 2 Comentários


Isoeste já planeja expansão em 2011

Faltava apenas três horas para a inauguração oficial da fábrica, mas um dos fundadores da Isoeste Construtivos Térmicos, Amélio Benedetti, já falava em ampliar a unidade que funciona desde quinta-feira em Vitória de Santo Antão, na Zona da Mata de Pernambuco. Para colocar em funcionamento a indústria foram investidos R$ 18,5 milhões pelo grupo.
Hoje, a planta tem capacidade para empregar 100 pessoas. A expectativa de Benedetti, responsável também pela área financeira da empresa, é que ainda em 2010, o faturamento chegue a R$ 50 milhões. Em 2011, o planejamento é expandir as operações da fábrica, gerando mais 20 postos de trabalho.

A unidade vai produzir painéis isotérmicos e telhas térmicas, dois produtos voltados para um segmento específico da construção civil. São estruturas utilizadas na edificação de outras fábricas (desde as do ramo farmacêutico ao de alimentos), câmaras frigoríficas, shoppings, supermercados e, segundo os planos do grupo, até de escolas. A quinta planta industrial da Isoeste, originária da cidade de Itumbiara, no sul de Goiás, é a mais moderna da marca no País e será a porta de entrada no mercado nordestino.

Benedetti conta que o Nordeste era a região que faltava no mapa consumidor da empresa. Antes de abrir suas portas esta semana, a empresa contava com uma grande encomenda local. Os painéis isotérmicos, que funcionam como isolantes de temperatura e de som, assim como as telhas térmicas, darão forma à fábrica de cerca de R$ 200 milhões que a Kraft Foods vai erguer também em Vitória de Santo Antão. Só ela irá consumir 28 mil metros quadrados (m²) dos materiais. Quase 2% do que a Isoeste pode produzir em um ano no Estado – um milhão de m² feitos com dois produtos chamados poliuretano e poliisocianurato, e 500 mil m² de artigos de EPS, o famoso isopor.

“A utilização desses produtos na construção de fábricas de alimentos gera redução nos custos de energia. A construção também é bem mais rápida, pois trata-se de um produto pré-fabricado. Não há construção e sim a montagem de um empreendimento. Além de ser sustentável, pois a geração de resíduos no canteiro de obras é muito pequena. Nós queremos desenvolver o mercado para ganhar em escala”, afirma Benedetti, confiante na aceitação de seu produto. As máquinas trazidas para a fábrica de Pernambuco têm tecnologia italiana. Ele comenta, inclusive, que iniciou negociações com empresas que estão se instalando no Complexo Industrial e Portuário de Suape.

O empresário quer ainda que os produtos se transformem em solução para as instituições públicas de ensino de cidade pernambucanas, assim como ocorreu com 50 escolas em Mato Grosso. “Vamos procurar as prefeituras. Telhas térmicas nas escolas beneficiariam os alunos, pois iriam atenuar a temperatura nos locais, além de serem isolantes acústicos”, explica.

A fábrica de Vitória de Santo Antão funciona nesse primeiro momento com metade de sua capacidade. A unidade ocupa um terreno de 30 mil m² cedido pela Prefeitura de Vitória de Santo Antão, sendo 6.500 mil m² de área construída. A escolha pelo município se deu, antes de tudo, pelo desejo da empresa de não se instalar no Grande Recife. Foi atraída ainda pelo benefício fiscal que lhe isenta de pagar 85% do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) ao Estado.
(Jornal do Commercio).