• Ceclin
abr 27, 2011 1 Comentário


Interior precisa de obras e investimentos em educação

O crescimento econômico do interior segundo os empresários também passa pela capacitação da mão de obra. O governo, de acordo com o secretário do Planejamento, Alexandre Rebêlo, tem investido na instalação de escolas técnicas no Estado. “Serão 60 instaladas até o fim da gestão de Eduardo Campos.”
Ele acrescenta que a implantação de cursos de níveis técnico e superior é uma das reivindicações mais ouvidas nas comunidades onde se realizou o Programa Todos por Pernambuco, no qual por meio seminários realizados em várias cidades, o governador e secretários ouvem as demandas da sociedade civil.
Já o presidente do Condepe-Fidem, Antonio Alexandre Silva Júnior, lembra que a interiorização das universidades públicas é uma promessa para alavancar o desenvolvimento. “Cidades como Petrolina e Garanhuns possuem hoje cursos de medicina, o que resolve o problema de médicos formados na capital que não desejam trabalhar no interior”, ressalta.

Mas empresários como Jorge Côrte Real, presidente da Federação das Indústrias de Pernambuco (Fiepe), adverte que, para capacitar é necessário que o trabalhador tenha frequentado um ensino fundamental de qualidade. Isso evitaria situações como a que aconteceu no Promimp (programa de capacitação da Petrobras), quando 28% das vagas deixaram de ser preenchidas no Estado porque os candidatos não conseguiram alcançar a nota mínima nas provas de português, matemática e raciocínio lógico.
Um agravante é o fato de boa parte da educação do 1º ao 9º ano escolar ser responsabilidade dos municípios, que nem sempre têm recursos suficientes para investir na melhoria do ensino. A saída, segundo Rebêlo e Antonio Alexandre, é a união de esforços do Estado e prefeituras. “Estamos desenvolvendo áreas de apoio aos municípios. Há um programa específico, por exemplo, para a distorção idade-série para corrigir o problema ainda no âmbito da escola municipal”, informa. A intenção do governo é disseminar o modelo das escolas de referência, onde o aluno estuda em tempo integral, além de capacitar e valorizar os professores.


“Já há uma melhoria na nota do Ideb de Pernambuco na segunda fase do ensino fundamental (da 4ª à 8ª)”, salienta Rebêlo, que está otimista com o cenário futuro: “A educação é um processo. Na próxima década teremos um ensino público com a mesma qualidade do particular”, assegura.
(Jornal do Commercio).