Ceclin
nov 01, 2011 0 Comentário


Integrante do MST de Joaquim Nabuco reaparece após 17 dias

Giro PE

Na manhã dessa segunda- feira (31) o desaparecimento do trabalhador rural José Amaro da Silva, ligado ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), desaparecido na Zona da Mata de Pernambuco quando saía do acampamento do MST no Engenho Brasileiro, município de Joaquim Nabuco, teve um desfecho feliz.

O mesmo foi encontrado vivo e jogado às margens da BR 101 em Palmares , totalmente despido e com marcas de espancamento por todo o corpo , amparado por pedestres que passavam pela via, que trataram logo de arrumarem roupas para vesti-lo e emprestaram telefone onde o mesmo pode dizer sua localização.

Numa conversa informal, Amaro relatou apenas que se lembra de carros se aproximando dele na sexta feira (14) e pessoas descendo e indo ao encontro do mesmo, mas logo foi forçado a entrar no carro e após isso não se lembra de muita coisa, nem ao menos onde esteve em cativeiro durante esse tempo, pois, ficou vendado durante esses dias. Os seqüestradores não foram muito amigáveis o que se viu nas marcas pelo corpo e no rosto de Amaro.

José Amaro, após ser resgatado pelos companheiros do movimento foi levado ao hospital para avaliação médica, em seguida levado para sua família que o aguardava ansiosamente e com muita saudade, após um susto tão grande.

Um final feliz, mas com uma situação alarmante é o conflito agrário em Pernambuco, ainda são os grandes proprietários de terra e usineiros que mandam no Estado, na Polícia, no Judiciário, e tem poder de vida e morte. E os poderes públicos assistem. O caso do Amaro é uma prova viva disso, pois Amaro foi liberto um dia antes de um despejo programado.

Com relação ao assentamento brasileiro, havia um despejo das famílias programado para esta terça-feira  dia 1º de novembro que foi derrubado ao final da segunda-feira (31) pelo promotor agrário ligado ao MST. Com essa decisão em favor dos assentados, é o sexto despejo em menos de dois meses com relação a essas terras que vai por água abaixo, com essa nova decisão, os assentados continuarão nas terras do engenho brasileiro reivindicando a reforma agrária daquelas terras.