Ceclin
set 09, 2013 0 Comentário


Integração Nacional estuda reestruturação do setor sucroenergético do Nordeste

Ministro assinou hoje (9), no Recife, portaria que cria um comitê interinstitucional para a recuperação do segmento na região

O ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, assinou, nesta segunda-feira (9), portaria ministerial que cria o Comitê Temático Interinstitucional para Recuperação do Setor Sucroenergético da Região Nordeste. O ato ocorreu no Recife, durante o Fórum Nordeste 2013, evento que debate desafios e oportunidades no campo dos biocombustíveis e energias limpas.

O comitê será coordenado pela diretoria de Gestão de Fundos e Incentivos da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) e contará com a participação de outros ministérios ligados ao setor, representantes industriais, produtores de cana-de-açúcar, trabalhadores e dos bancos federais responsáveis pelo financiamento do setor. Na ocasião, Bezerra Coelho destacou a importância social desse segmento econômico ligado à tradição industrial nordestina e estabeleceu o prazo de seis meses para obter elementos que subsidiem a formulação de políticas públicas para o setor. “Queremos apontar um novo caminho e um novo momento para a indústria sucroenergética do Nordeste”, disse.

Em seu discurso na abertura do evento, o ministro ofereceu detalhes da estratégia que pretende orientar o trabalho do grupo. “Primeiro, queremos um diagnóstico setorial e territorial, capaz de estabelecer um novo patamar para a atividade na área”, afirmou. O comitê também deverá definir um plano de reestruturação produtiva e gerencial das empresas e seu saneamento financeiro.

“Nós não vamos ter receio de falar disso. Os empreendimentos do setor precisam dispor de um mecanismo de saneamento financeiro, com recursos do FNE e do FDNE”, analisou Bezerra Coelho. Com empresas saneadas, haveria suporte para a renegociação de dívidas bancárias e previdenciárias.

O setor sucro alcoleiro no Nordeste – que encontra nos Estados de Alagoas e Pernambuco seus maiores produtores – é responsável pelo emprego de 300 mil pessoas e a mobilização de 25 mil produtores de cana-de-açúcar, que fornecem para 77 unidades industriais. A crise vivida pelas indústrias produtoras de etanol e açúcar, com a grande variação nos preços internacionais das commodities, provocou o fechamento de algumas empresas. Em pequenas cidades da Zona da Mata em Alagoas e Pernambuco, a desativação de uma usina tem repercussão em todas as atividades econômicas do entorno e na depreciação dos indicadores sociais.

 com informações da Assessoria.