Ceclin
ago 27, 2009 1 Comentário


Infarto é primeira causa de morte no País

PRISCILLA AGUIAR

SÃO PAULO – O infarto na fase mais produtiva da vida, entre os 40 e 45 anos de idade, é considerado a maior preocupação dos especialistas em doenças cardiovasculares por ser a primeira causa de morte do Brasil, atingindo 33% dessa faixa da população. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), em 2020, o número de mortes por doenças cardiovasculares deve aumentar de 17 milhões para 25 milhões em cada ano, tornando-se três vezes maior do que a incidência de mortes por Aids. Esses dados foram destacados, ontem, durante o workshop sobre Doença Arterial Coronária (DAC), realizado na Medtronic, em São Paulo.

De acordo com o médico Fausto Feres, diretor do Serviço de Cardiologia do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, o infarto pode levar à morte súbita menos de 24 horas após os sintomas, que começam por uma dor no peito ao fazer algum esforço físico, tecnicamente chamado de angina estável. Porém, esta dor pode voltar em um momento de repouso (angina instável) e causar um infarto agudo do miocárdio. “Não existe máquina mais perfeita do que o coração. Ela pode ser irrigada, mas não pode ser judiada”, frisou Fausto Feres.

Entre as opções para a prevenção e tratamento do problema estão a modificação do estilo de vida, o acompanhamento clínico e até intervenções cirúrgicas. “O condicionamento físico protege o coração porque faz com que ele não bata tão rápido com o esforço físico. O exercício aumenta a frequência cardíaca para mandar sangue para os músculos e gasta mais energia”.

De acordo com o médico, entre as intervenções cirúrgicas usadas melhorar o funcionamento do coração está a colocação de stents. Esses equipamentos, que são minúsculas redes em forma de tubo que, ao serem introduzidas nas artérias, expandem-se para desobstrui-las, custam cerca de R$ 2.034 ao Sus. “Já os stents do tipo farmacológicos, criados para reduzir o índice de reobstrução da artéria, chegam a custar de R$ 6 a R$ 8 mil e não são pagos pelo SUS”, observou.
(Folha de Pernambuco).